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Candidatos contestam lista suja divulgada pela AMB

BRASÍLIA - Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP) foram incluídos, ontem, na lista suja da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A lista revela o nome de políticos que respondem a processos movidos pelo Ministério Público de modo a alertar os eleitores para que levem em conta o perfil dos candidatos. A AMB considerou apenas as ações penais e de improbidade administrativa.

Valor Online |

A entidade divulgou somente os candidatos a prefeito e vice. Ao todo, foram analisados os nomes de 350 políticos. Até o fim de agosto a AMB deve divulgar outra lista com os candidatos a vereador.

Além de Marta e Maluf, outros 13 candidatos estão na lista. São: Aline Corrêa (vice de Maluf), Amazonino Mendes (candidato a prefeito de Manaus pelo PTB), Maria Dalva Figueiredo (concorre à Prefeitura de Macapá pelo PT), Sérgio Braga Barbosa (a vice-prefeito pelo PPS em Fortaleza), Íris Rezende (prefeito em Goiânia pelo PP), Pitágoras Lincoln de Matos (vice em Belo Horizonte pelo DEM), Jorge Carlos Mesquita (vice em Belém pelo PSL), Leila Márcia Santos (vice em Belém pela Frente Popular), Marinor Jorge Brito (prefeito pelo P-Sol em Belém), Hamilton Nobre Casara (prefeito em Porto Velho pelo PSDB), Lindomar Barbosa Alves (prefeito na mesma cidade pelo PV), Maria Suely Silva Campos (vice em Boa Vista pela coligação Todos Nós) e Raul de Jesus Lustosa Filho (prefeito em Palmas pelo PT).

Maluf responde a quatro ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes financeiros e de responsabilidade, além de três por improbidade administrativa na Fazenda Pública paulista. Marta apareceu na lista devido a uma ação penal relacionada à Lei de Licitações, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, e de uma ação no STF por supostas irregularidades no contrato de serviços para divulgação de informações por telefone.

Os dois candidatos criticaram, por meio de nota, a lista. A assessoria de Maluf disse que as acusações não têm base legal, jurídica ou administrativa . A campanha de Marta manifestou repúdio à decisão arbitrária, tendenciosa e leviana da AMB, e disse que a lista transgride os preceitos mínimos da ética e do direito , porque faz referência a uma ação movida por oposicionistas contra a então prefeita, ainda sem julgamento em qualquer instância, e na qual Marta obteve uma liminar favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Único do seis candidatos a Prefeitura de Manaus citados na lista, o ex-governador Amazonino Mendes disse, também por meio de nota que, dos quatro processos citados, dois foram arquivados no âmbito federal e em um ele foi absolvido na esfera estadual.

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou, via assessoria, que o processo citado pela AMB é uma questão pequena . Segundo a nota, a ação se refere a uma área pública invadida na qual o Ministério Público considerou que houve omissão da prefeitura.

Maria Suely Silva Campos, que concorre a vice em Boa Vista (RR) na chapa do prefeito Iradilson Sampaio (PSB), disse que o seu processo tramita para o arquivamento . Segundo o advogado do candidato a vice de Fortaleza Sérgio Braga (PPS), Wilson Vicentino, o candidato, que é livreiro, foi levado a erro ao entregar como garantia para um litígio tributário pedras preciosas que havia recebido como pagamento e que traziam um laudo do Departamento Nacional de Produção Mineral atestando sua autenticidade. As pedras seriam falsas. Ele concorre na chapa de Luiz Gastão (PPS).

O ex-delegado de Polícia Civil Pitágoras Lincoln de Matos, candidato a vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa de Gustavo Valadares (DEM), responde a acusação de abuso de autoridade. É caso corriqueiro na nossa profissão, em que tentam reverter a posição de réu para vítima ´, afirmou.

A candidata a vice-prefeita de Belém na chapa encabeçada por Mário Cardoso (PT), Leila Márcia Silva Santos, disse que o processo que sofre é referente à invasão da reitoria da Universidade Federal do Pará em 1996, quando militava no movimento estudantil. Minha trajetória é marcada pela defesa da ética na política , disse. Marinor Brito, candidata à Prefeitura de Belém e processada por invadir a Secretaria Estadual da Fazenda numa greve, em 1996, não pôde falar por estar hospitalizada.

O prefeito de Palmas (TO), Raul Filho, afirmou, em nota, que o processo citado se refere a uma dívida tributária pessoal que está sendo parcelada e que não tem relação com a gestão pública. O candidato a prefeito de Porto Velho (RO) Hamilton Casara (PSDB) disse que aguarda posicionamento da Justiça para se manifestar . Os outros ou não responderam ou não foram encontrados.

(Juliano Basile e Cristiane Agostine | Valor Econômico)

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