Os candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, dedicaram o dia de ontem à defesa do pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, encaminhado ao Congresso pelo presidente George W. Bush e aprovado à noite pelo Senado.

Em atos de campanha, os candidatos fizeram apelos aos congressistas para que aprovassem a versão modificada do plano. Agora o projeto será enviado à Câmara dos Representantes, onde deve ser votado até amanhã.

Tanto Obama, senador pelo Illinois, como McCain, senador pelo Alabama, suspenderam seus compromissos de campanha e viajaram a Washington para participar da votação. Os dois candidatos se encontraram no Senado, em um momento tenso. Obama foi até o lado republicano para cumprimentar McCain, que retribuiu com um breve aperto de mão. O candidato democrata a vice e senador por Delaware, Joe Biden, também participou da sessão.

"Aos democratas e republicanos que se opuseram ao plano, peço o seguinte: mãos à obra. Façam o que é correto para o país porque agora é o momento de atuar", disse Obama em comício no Wisconsin, pela manhã. "Está claro que é o que devemos fazer atualmente para impedir que uma crise se transforme em catástrofe."

O candidato democrata disse que o país entraria em uma "longa e dolorosa" recessão, caso o pacote não fosse aprovado. "Milhares de pequenas empresas podem fechar. Milhões de empregos podem ser perdidos", advertiu.

Já o candidato republicano expressou seu apoio ao plano durante um ato de campanha no Missouri. Segundo McCain, aprovar um pacote modificado para resgatar a economia americana é um "passo decisivo na direção certa".

Segundo ele, se o plano não for aprovado, os problemas financeiros do país ficarão "muito piores". "Estou confiante de que há gente suficiente com boa vontade em ambos os partidos para ajudar a América a atravessar essa crise."
McCain disse ainda que, se eleito, vai congelar os gastos federais durante um ano. Só ficariam de fora, segundo ele, a defesa nacional, o cuidado com os veteranos e algumas "prioridades críticas". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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