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Candidatos à prefeitura paulistana Marta e Kassab vinculam-se a Lula e Serra

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), buscou ontem respaldo na imagem do governador José Serra (PSDB) para tentar polarizar com a candidata do PT, Marta Suplicy, cujo principal cabo eleitoral é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Kassab está com metade das intenções de voto do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB. A estratégia ficou clara no evento político que reuniu ontem os candidatos à prefeitura paulistana.

Valor Online |

Juntos no mesmo palco, em um teatro de São Paulo, Marta, Alckmin, Kassab expuseram projetos e receberam 1,5 mil propostas para a cidade, coletadas e organizadas pelo Movimento Nossa São Paulo . Dos três candidatos, o tucano foi o único a não explorar vínculo com um cabo eleitoral de peso.

Em tom de campanha, a candidata petista exaltou investimentos do governo federal na capital enquanto falava sobre os temas de sua campanha -habitação, transporte, saúde, educação e participação popular. A uma platéia de representantes de movimentos sociais, Marta destacou os recursos da União destinados à urbanização da favela Paraisópolis, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e falou sobre o projeto de Mobilidade Urbana enviado ao presidente quando ela ainda era ministra do Turismo. Seriam construídos 65 quilômetros de metrô e 275 quilômetros de corredores de ônibus até 2014, para a cidade reforçar a infra-estrutura para a Copa do Mundo, com custo de R$ 15,3 bilhões.

O prefeito Kassab intercalou temas de sua campanha com elogios ao governador. Ao fazer um balanço de sua gestão, classificou a atuação de Serra na prefeitura como uma participação firme, séria e honrada . O tucano foi eleito em 2004 e deixou o cargo para Kassab em março de 2006, para disputar o governo do Estado. O prefeito destacou a equipe de governo montada por Serra e disse que pouco foi alterado por ele. Chegamos ao final do governo com uma equipe muito séria.

O candidato à reeleição também destacou parcerias de sua gestão com o governo Lula. Em entrevista após o evento, citou o exemplo da urbanização de favelas - assim como Marta Suplicy - para demonstrar que está bem relacionado com o governo petista. Disse que a cidade está investindo na obra R$ 450 milhões, o governo estadual R$ 480 milhões e o governo federal, através do PAC, R$ 250 milhões. É importante essa verba. São recursos expressivos.

Os dois tentaram minimizar o impacto da imagem de Lula e Serra na campanha de seus adversários. Espero que o governador Serra, assim como o presidente Lula se tornem grandes parceiros ao conseguirmos a eleição , comentou Marta. Kassab seguiu na mesma linha: Investimentos do governo federal e do Estado deverão existir seja qual for o candidato.

Alckmin, candidato do mesmo partido de Serra, ficou de fora dessa discussão. Sem citar o presidente nem o governador, ele fez um discurso abrangendo temas gerais, como modernidade e o conceito de cidade-Estado . O ex-governador propôs a radicalização da descentralização caso seja eleito, e o uso do governo eletrônico na administração. Questionado sobre o uso da imagem de Serra e Lula por seus adversários, o candidato tucano mostrou-se irritado e limitou-se a dizer: Essa pergunta não merece resposta, né? .

Além dos três candidatos, que estão à frente nas pesquisas de intenção de voto, mais cinco postulantes à prefeitura paulistana receberam ontem as propostas organizadas pelo Movimento Nossa São Paulo. Ivan Valente, do P-Sol, criticou os candidatos que saem com o pires na mão, pedindo dinheiro para os governos estadual e federal . Já os demais candidatos passaram ao largo do debate sobre os investimentos dos governos estadual e federal na cidade. Participaram a vereadora Soninha Francine (PPS), Renato Reichmann (PMN), Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidelix (PRTB). Paulo Maluf (PP), Ciro Moura (PTC) e Anaí Caproni (PCO) não compareceram.

As propostas entregues ontem aos candidatos foram discutidas em reuniões com entidades da sociedade civil entre janeiro e maio deste ano. O movimento reúne cerca de 500 organizações.

(Cristiane Agostine | Valor Econômico)

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