Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Campuseiro dá o tom da Campus Party 2009

Campuseiro dá o tom da Campus Party 2009 Por Rodrigo Martins e Juliana Rocha São Paulo, 28 (AE) - O que realmente importou foi fazer amizades e trocar experiências. Na segunda edição da Campus Party, mega-acampamento nerd que rolou até domingo (25) em São Paulo, houve problemas com a internet, o som, o chuveiro frio, até furto houve, mas a galera não desanimou.

Agência Estado |

O pessoal estava lá para conhecer gente, aprender - não tanto com os palestrantes, mas principalmente com outros participantes - e se divertir. Foi uma festa tipicamente nerd.

Neste ano, o evento aconteceu no Centro de Exposições Imigrantes, no Jabaquara, e reuniu 4 mil "campuseiros" - como são chamados os participantes -, que trouxeram seus computadores e ficaram acampados e conectados por uma semana a uma velocidade prometida de 10 gigabits por segundo, 10 mil vezes mais veloz do que a banda larga mais comum no País.

O espaço maior permitiu aumentar o número de participantes, de debates e palestras e a área de exposições, aberta ao público, mas a programação oficial, mesmo com a presença do "pai da internet", Tim Berners-Lee, não chegou a empolgar na prática.

‘CONEXÃO FÍSICA’ - "A Campus Party acaba sendo um espaço para fazer contatos. Muitos projetos surgem fora daqui, a partir dos novos amigos feitos durante a festa", conta o blogueiro Gustavo Gitti.

O enorme pavilhão foi dividido em áreas como blogs, software livre, robótica, etc., e, na hora da inscrição, os participantes puderam escolher onde ficar.

O dentista Rodrigo Vicentino, de 28 anos, estava na área de modding, a "tunagem de PCs", e encontrou amigos de longa data, que só conhecia de fóruns de discussão online, como o designer Erich Beall, de 34 anos. "Esse crescimento no espaço foi bacana para encontrar ainda mais gente", explica Beall.

"O legal é conhecer gente que gosta do mesmo que você. Assim é possível aprender com quem está do seu lado. Quando surge uma dúvida, é só perguntar que a gente sempre recebe ajuda", diz o técnico em eletrônica Ricardo Poppi, de 30 anos.

Diferentemente de 2008, neste ano as baladas bombaram no Centro de Exposições Imigrantes. O pessoal dançou maracatu, rock, música eletrônica... De quinta para sexta, a madrugada mais agitada, a maioria saiu da frente de seus PCs para dançar.

A tribo dos gamers e do pessoal de modding agitou sem parar. De manhã, à tarde, de noite ou de madrugada, foi a turma que mais fez barulho. A cada campeonato, urros ecoavam pelo pavilhão. "Não tem como jogar e não gritar. A cada vez que fico emocionado, preciso soltar um grito", diz o gamer Rodrigo Rezende, de 23 anos.

Mas, no geral, a Campus Party deste ano foi mais calma, com menos empolgação do que a primeira edição, em 2008 - este repórter acampou nas duas e também em 2007 na de Valência (Espanha). No ano passado, a maioria dos campuseiros literalmente não dormia, e as madrugadas eram palco de flashmobs, lambaeróbica, "abraços grátis", etc. Neste ano, a maioria dos participantes dormia por volta das 2h.

"Aumentou o espaço, mas diminuiu a animação", diz a analista de sistemas Gabriela Souza, de 24 anos. "O pessoal era mais comunicativo. Agora está todo mundo indo dormir cedo."
PIRATARIA? - Também foi uma festa de downloads. Como em 2008, neste ano a quantidade de uploads foi maior do que a de downloads - média de 1 terabyte por hora no primeiro caso e 600 gigabytes no segundo. Isso mostra que os participantes mais colocaram do que baixaram conteúdo na internet, mas não há dúvida de que o download de arquivos rolou solto. Pirataria?
Os campuseiros até montaram um servidor próprio que disponibilizou nada menos do que 15 terabytes de filmes, músicas e seriados, grande parte deles ilegal, ou seja, sem autorização dos detentores de seus direitos autorais.

A posição oficial da Campus Party é a de que cada pessoa era responsável pelo que fazia com a conexão de 10 Gbps.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG