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Buenos Aires, 17 jul (EFE).- As quatro grandes patronais agropecuárias argentinas reivindicaram hoje junto ao Governo a retirada do decreto de aumento de impostos à exportação de grãos que detonou o conflito com o campo e que foi rejeitado hoje pelo Senado.

"A Comissão reivindica que se derrogue a resolução 125", assinalou um comunicado da Comissão de Enlace, que agrupa as quatro patronais, em alusão ao decreto enviado ao Congresso pelo Executivo, que foi aprovado pelo Parlamento, mas rejeitado hoje pelo Senado.

O documento dos ruralistas, intitulado "A República saiu fortalecida", propõe a criação de um debate agropecuário nacional para abordar uma política integral que dê resposta aos principais problemas do campo.

As patronais agropecuárias elogiam o "gesto democrático do Parlamento" e confiam em que a "recuperação dos âmbitos de debate previstos na Constituição nacional permitirá encontrar o consenso tão necessário para a solução do problema".

Além disso, agradecem muito especialmente o gesto "democrático" do vice-presidente do país, Julio Cobos, que ontem à noite, como líder da câmara alta, rompeu o empate no Senado entre governistas e opositores e votou contra a proposta da presidente Cristina Fernández de Kirchner.

Para Luciano Miguens, dirigente da Sociedade Rural, a rejeição à proposta governamental constituiu um "êxito importante" para o campo que, para ale, "tem que ter presença no Parlamento".

"Saímos reconfortados deste êxito, a luta segue, seguiremos com instância judicial", acrescentou.

O aumento das chamadas retenções - impostos à exportação de grãos - decretada pelo Governo em março passado detonou a maior crise da breve gestão de Cristina Fernández, que tem sua popularidade no nível mais baixo desde que assumiu o mandato. EFE mar/rr

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