não são suficientes - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Campo argentino diz que medidas do Governo não são suficientes

Buenos Aires, 4 dez (EFE) - O setor agropecuário argentino considerou que não são suficientes as medidas anunciadas hoje pelo Governo, que contemplam uma redução nos impostos às exportações de trigo e milho e empréstimos para o financiamento do campo. Estas medidas são insignificantes e não resolvem em nada os graves problemas do setor agropecuário, sustentou o presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Eduardo Buzzi, ao ser consultado pelo plano anunciado nesta quinta-feira pela presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner. O programa lançado pelo governante inclui US$ 1,7 bilhão de pesos (US$ 497 milhões) para a pré-financiamento de exportações e capital de trabalho do campo e uma redução de cinco pontos percentuais nas retenções às exportações de trigo e milho. Entre março e julho, estes impostos foram objeto de um duro conflito entre o Governo e o campo, que causou múltiplos protestos, desabastecimento de alimentos e problemas em vários setores da economia. É muito baixa a redução. O setor espera uma eliminação das retenções porque a situação é muito pior que faz um tempo.

EFE |

As condições estão muito deterioradas pelos preços, que se mantém congelados, e a forte seca que enfrenta o país", acrescentaram à Agência Efe porta-vozes da Sociedade Rural Argentina (SRA).

Por sua parte, o presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), Carlos Garetto, afirmou que "é muito boa a decisão de começar a revisar os direitos de exportação em atividades como trigo e milho, que estão operando em uma situação crítica".

No entanto, esclareceu que "a diminuição de 5% não é suficiente para incentivar este tipo de produções".

"É preciso levar as retenções a zero para os caseiros de chácara mais jovens, e depois ir aumentando de forma segmentada de acordo com o nível de produção comercializada. Se não, os peixes grandes continuarão comendo os pequenos", destacou Buzzi.

Atualmente, 60% da área semeada corresponde a soja, "mas deste cultivo nem se falou", disse o líder da FAA, que esta semana apresentou um projeto ao Parlamento para baixar os impostos às exportações de grãos.

A Federação Agrária e outras três patronais rurais argentinas entraram em confronto este ano com o Governo, que tentou impor um sistema móvel de impostos à exportações de grãos, que acabou sendo rejeitado no Legislativo. EFE ms/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG