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Campanha de Obama por pacote ganha força com aprovação no Senado

Macarena Vidal. Washington, 10 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que faz uma intensa campanha para aprovar o plano de estímulo econômico que propôs, recebeu um grande incentivo com o sinal verde que o Senado deu hoje ao pacote.

EFE |

Obama foi até Fort Myers (Flórida), a localidade mais afetada pelas execuções de hipotecas nos EUA, para se reunir com eleitores e promover o plano, num ato similar ao realizado ontem em Elkhart (Indiana).

No meio da sessão de perguntas e respostas, Obama teve a notícia de que, por 61 votos a favor e 37 contra, o Senado havia aprovado o plano de estímulo, que destinará US$ 838 bilhões ao combate à crise e que, segundo o chefe de Estado, permitirá que sejam criados ou mantidos entre três milhões e quatro milhões de empregos.

Essas "são boas notícias", afirmou o governante, que, no entanto, disse que há "ainda muito trabalho a fazer", já que é necessário harmonizar o projeto de lei do Senado com o que foi aprovado em 28 de janeiro na Câmara de Representantes.

De olho nesse processo, que promete ser disputado, Obama deve ser reunir ainda hoje, assim que voltar a Wahington, com um grupo de democratas conhecidos por sua posição conservadora em matéria fiscal e que já votaram contra o pacote na Câmara de Representantes.

O presidente quer que o texto final do plano esteja pronto para ser sancionado antes de 16 de fevereiro.

No discurso desta terça-feira em Fort Myers, Obama reiterou a importância do espírito colaborador e a necessidade de a politicagem ser deixada de lado neste grave momento de crise econômica.

"Criar postos de trabalho e fazer a economia dar a volta por cima é uma missão que está acima do partidarismo. Quando a cidade está em chamas, não olhamos de que partido cada um é, agarramos uma mangueira", afirmou.

Obama, recebido pelo público de modo entusiasmado, reiterou seu argumento dos últimos dias de que, se não forem tomadas medidas, o "país mergulhará numa crise que, em dado momento, será muito mais difícil de ser solucionada".

Na votação de hoje no Senado, o pacote de Obama foi claramente rejeitado pela oposição republicana: dos 41 legisladores do partido que há na casa, apenas três - todos da ala moderada - se juntaram à maioria democrata para aprovar o texto.

Isso aconteceu porque os republicanos, além de defenderem mais incentivos fiscais - como fez George W. Bush em seu mandato -, acreditam que o plano vai representar um desperdício do dinheiro público e não criará muitos postos de trabalho.

A resposta a essa postura foi dada por Obama na Flórida: "Não podemos (...) permitir rusgas e o retorno das mesmas ideias fracassadas que nos levaram a esta confusão (...)".

"Tivemos um bom debate, mas acabou a hora de falar. As pessoas aqui em Fort Myers e em todos os EUA precisam de ajuda, e chegou a hora de agir. Os americanos (....) não têm paciência para esperar mais que as pessoas de Washington resolvam isto", acrescentou.

O presidente, que falou depois que seu secretário do Tesouro, Tim Geithner, apresentou em Washington as diretrizes do plano de resgate para o setor financeiro, também fez menção à crise imobiliária, que gerou os problemas que posteriormente se alastraram a outras áreas da economia.

Obama assegurou que "em algumas semanas" ele mesmo apresentará um plano para ajudar os proprietários de imóveis.

"A menos que obstruamos isto de maneira séria, não conseguiremos colocar a economia no caminho certo", declarou, acrescentando que é preciso estabelecer um sistema em que os bancos se deem conta de que a melhor solução muitas vezes não é a execução de hipotecas.

O presidente americano deve passar o resto da semana fazendo campanha pelo plano de estímulo que propôs. Na quinta-feira, ele irá a Peoria, em Illinois, uma localidade muito afetada pelo desemprego.

EFE mv/sc

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