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Caminhoneiros de SP aceitam reajuste de 17,6% no frete

Santos, SP, 10 - Duas semanas depois da paralisação nacional de caminhoneiros que na Baixada Santista durou três dias e teve mais de 26 caminhões depredados, os caminhoneiros autônomos aceitaram hoje a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), que ofereceu 17,6% de reajuste no valor do frete. De acordo com o presidente do Sindisan, Marcelo Rocha, o percentual é um índice da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC & Logística) que analisou a defasagem do frete desde o último aumento.

Agência Estado |

Inicialmente, o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista (Sindicam) pleiteava 22% de reajuste no valor do frete. No entanto, os autônomos já haviam aceitado, no dia 27, um reajuste de 9% para 3 de julho, além da promessa que os transportadores continuariam negociando com clientes um aumento maior. Após dias de negociação, os empresários apresentaram a proposta dos 17,6% em reunião essa tarde. A diferença no percentual de aumento do frete (8,6%) valerá a partir do dia 16. Cerca de 60 pessoas participaram da discussão que durou pouco mais que duas horas.

Durante o encontro, empresários e trabalhadores também decidiram fazer uma pauta de reivindicações para melhorar as condições de trabalho no Porto de Santos. O grupo enviará ofícios com os pleitos às autoridades competentes: Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e prefeituras municipais de Santos e Guarujá. A lista aponta falhas no sistema de transporte rodoviário no complexo portuário e cita 11 necessidades urgentes para melhorar a eficiência do trabalho dos caminhoneiros.

Entre as solicitações está a construção de mais estacionamentos e sanitários, considerando a possibilidade de desapropriação de imóveis, melhorias no sistema de agendamento dos terminais portuários e extensão do horário de atendimento dos terminais de contêineres vazios. "Chega de pôr o mico no ombro do caminhoneiro e do empresário de transporte, queremos soluções definitivas, inclusive com desapropriações", afirmou Rocha.

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