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Caminhão agora terá rodízio nas Marginais

No quarto dia de restrição a caminhões em São Paulo, a Prefeitura anunciou novas medidas para limitar ainda mais o tráfego de veículos pesados na cidade: ampliou o rodízio municipal de veículos para caminhões nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, na Avenida dos Bandeirantes e na Avenida Salim Farah Maluf, entre outras. Com isso, o governo municipal espera reduzir em cerca de 10% o congestionamento no anel viário, que delimita o centro expandido de São Paulo.

Agência Estado |

O rodízio para caminhões, nesse perímetro, começa a valer a partir do dia 28 deste mês, uma segunda-feira. O valor da multa também será de R$ 85,13, como a sanção aplicada ao descumprimento das demais restrições. A Prefeitura definiu algumas exceções, como caminhões do Corpo de Bombeiros, guinchos, produtos alimentares perecíveis, serviços públicos essenciais, Correios e coleta de lixo. Também se afrouxaram as medidas inicialmente previstas para os caminhões menores, os chamados Veículos Urbanos de Carga (mais informações na página C6).

Há dez anos, quando a restrição entrou em vigor, os caminhões foram liberados para circular nas vias que delimitam o centro expandido das 7 às 10 e das 17 às 20 horas. Os caminhões, no entanto, não podiam circular na área interna desse perímetro, que tem cerca de 150 km². "Com essas medidas, a cidade vai poder sobreviver com um trânsito razoavelmente intenso até as inaugurações do Rodoanel e do Metrô", disse o prefeito Gilberto Kassab.

Cerca de 126 mil caminhões circulam pelas Marginais e pela Avenida dos Bandeirantes nos horários de pico. Com o rodízio, a Secretaria Municipal de Transportes estima que 25 mil deixem de trafegar nesse horário. "Vai haver uma diferença significativa porque os caminhões ocupam 47% do viário", disse o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. A fiscalização será realizada pelos mesmos radares que já monitoram os demais veículos.

Impacto

Os representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp) não quiseram comentar ontem a adoção do rodízio nas Marginais. Eles se reuniram com o secretário Alexandre de Moraes na noite anterior e não foram comunicados da decisão.

Para o economista Jaime Waisman, mestre em Engenharia de Transportes pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, o impacto econômico poderá ser até positivo. "É pura balela falar que o veto aos caminhões na cidade vai esfriar a economia. Em qualquer metrópole da Europa ou dos Estados Unidos veículo grande de carga não entra na cidade durante o dia. Nem por isso a economia vai mal", aponta. "O caminhão, que leva durante o dia 12 horas para fazer 20 entregas, poderá fazer 20 entregas em seis horas com o trânsito livre. Isso é economia para os transportadores. Por isso, eu acho uma boa medida", completou.

Avaliação diferente tem o professor de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) Nabil Bonduki, coordenador do substitutivo do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo. "Proibir a circulação de cargas nas Marginais é inviabilizar o escoamento da produção do Sul e do Sudeste para o Porto de Santos. Acho que deve haver uma outra disciplina para os caminhões, como a restrição para circular só em três faixas das Marginais, por exemplo", propôs.

"Esses caminhões que vão sair das ruas serão substituídos por carros menores que também vão ocupar os espaços", ressaltou Bonduki. "Não concordo, acho que vamos paralisar o fluxo de produção do Estado." As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Diego Zanchetta

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