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Cameron lança campanha mundial contra usina Belo Monte

O cineasta canadense James Cameron afirmou ontem que pretende liderar uma campanha mundial contra a construção da usina Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. "Não sou tão bonito nem tenho boa voz para cantar, mas vou usar minha voz e meus filmes para tentar alertar sobre essa obra destruidora de populações indígenas e ribeirinhas.

AE |

O cineasta canadense James Cameron afirmou ontem que pretende liderar uma campanha mundial contra a construção da usina Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. "Não sou tão bonito nem tenho boa voz para cantar, mas vou usar minha voz e meus filmes para tentar alertar sobre essa obra destruidora de populações indígenas e ribeirinhas." De acordo com o cineasta, os cerca de US$ 12 bilhões (ou mais de R$ 19 bilhões) que o governo brasileiro vai investir na hidrelétrica "é três vezes mais do que o presidente Barack Obama vai usar para renovar as fontes de energia dos Estados Unidos, mas no Brasil esse montante será usado para algo quase inútil". "A Alemanha é um país que quase não tem sol e está investindo na energia solar. O Brasil certamente teria como investir nas fontes naturais das energias solar e eólica, que sairiam mais barato ecológica e socialmente que Belo Monte", disse. Cameron - cineasta que conseguiu a maior bilheteria da história com Avatar (mais de US$ 2 bilhões) - passou dois dias conhecendo a área que será alagada pela hidrelétrica a convite da organização Amazon Watch. Hoje ele se encontra com Sting e sua mulher Trudy Stiler, em Los Angeles. Nesse encontro, devem discutir a criação de uma organização não governamental liderada por Cameron e sua esposa, Susan Amis, em defesa dos povos e da Amazônia. O cineasta, vestido com uma camiseta com o slogan "Amazônia Minha Paixão" e com um colar indígena presenteado por uma liderança do Pará, anunciou, ainda, que deve preparar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua experiência com os povos juruna, apurinã, arara e xikrin às margens do rio Xingu, que devem ter suas aldeias destruídas com a construção da hidrelétrica. "Eu não sei se ele vai ler, mas eu vou enviar a carta. E em 20 dias deveremos voltar ao Brasil para acompanhar a abertura de licitação para a construção da hidrelétrica."
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