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CÂMBIO-Bolsa ajuda dólar a atingir mínima desde janeiro

Por Silvio Cascione SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu pela segunda sessão consecutiva frente ao real nesta quarta-feira, acompanhando o otimismo de investidores estrangeiros com a bolsa brasileira durante a maior parte do dia.

Reuters |

A moeda norte-americana caiu 0,51 por cento, para 1,772 real. É o menor valor de fechamento desde 18 de janeiro. No mês, o dólar tem queda de 1,94 por cento.

Repetindo o comportamento da véspera, o dólar aproveitou o interesse de investidores estrangeiros na bolsa paulista para buscar novas mínimas.

Enquanto o Ibovespa superava os 70 mil pontos, o dólar chegou a valer 1,767 real. No fechamento do dólar, o Ibovespa subia 0,6 por cento, a 69.993 pontos.

Desde o início do mês, os não-residentes já acumulam 1,48 bilhão de dólares em compras líquidas de ações, de acordo com dados da BM&FBovespa.

A vinda de estrangeiros para a bolsa também se reflete no dólar futuro, onde eles aumentaram as compras de moeda norte-americana nos últimos dois dias, em parte, como um hedge para os investimentos no Brasil.

O comportamento dos mercados globais foi outro fator que ajudou o dólar a cair, com alta de 0,4 por cento do euro às 16h30, a 1,3665 dólar, e queda de 0,23 por cento da moeda dos Estados Unidos ante as principais divisas.

BANCOS ZERAM POSIÇÃO COMPRADA

Internamente, dados divulgados pelo Banco Central mostraram que os bancos praticamente zeraram na semana passada suas posições compradas em dólares no mercado à vista, o que segundo profissionais de mercado pode ter ajudado a fazer a taxa de câmbio cair nos últimos dias.

Isso ocorreu por causa do fluxo negativo de 1,205 bilhão de dólares entre 1o e 5 de março, e pelas compras de 797 milhões de dólares do Banco Central em operações liquidadas no mesmo período. Os dólares que deixaram o país e os que engrossaram as reservas do BC saíram das tesourarias dos bancos, que acumulavam 2,07 bilhões de dólares no fim de fevereiro.

Agora, com uma posição praticamente neutra em dólares no mercado à vista, os bancos se sentem mais à vontade para favorecer a queda do dólar e recompor o caixa mais à frente, a uma taxa mais baixa, com as entradas previstas pelo mercado.

"Eu não acho que esse fluxo (negativo) divulgado hoje expresse uma tendência", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

Opinião semelhante tem o banco de investimento Goldman Sachs, em relatório: "com a volta do apetite pelo risco, esperamos que o fluxo no segmento financeiro se recupere, levando essas operações novamente a registrar números positivos. Além disso, esperamos que a receita das exportações aumente", escreveram analistas da instituição.

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