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Câmbio pressiona inflação no atacado, diz FGV

SÃO PAULO - A pressão cambial chegou com força ao Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 1,09% em outubro, depois de subir 0,36% em setembro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os produtos que mais sofreram com a alta do dólar no mês passado foram os negociados no atacado. O Índice de Preços do Atacado subiu 1,36%, depois de uma alta de 0,44% em setembro, em grande parte devido aos bens intermediários, que pularam de um avanço de 0,95% em setembro para 1,38% em outubro.

Valor Online |

Entre os exemplos de altas motivadas pelo câmbio estão a celulose, com 13,49% em outubro e 8,52% em setembro; o hidróxido de sódio, com 15,38% em outubro e 6,43% em setembro; e o poliestireno, com 8,64% em outubro e 0,39% em setembro.

"O que determinou a elevação do IGP foi o atacado, basicamente movido pela pressão cambial sobre os industriais", frisou Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

Ainda no atacado, as matérias-primas brutas pularam de 0,51% para 1,82% entre setembro e outubro, enquanto os bens finais passaram de -0,29% para 0,93% no período. Um dos principais destaques de alta no atacado foi o minério de ferro, que subiu 16,11% em outubro, contra 5,02% em setembro.

"O minério de ferro tem o preço estável em dólar, e como o dólar subiu, o produto ficou mais caro em reais no país", detalhou Quadros.

No varejo, os impactos do câmbio foram menores. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de -0,09% me setembro para 0,47% em outubro, principalmente devido à alimentação. Entre os fatores de aceleração, destaque para as frutas, que passaram de 2,11% em setembro para 4,20% em outubro, e para os alimentos processados, que subiram 0,90%, depois de registrar -0,50% em setembro.

Entre os produtos cujos preços aceleraram entre setembro e outubro, destaque para a batata inglesa, que caiu 18,73% em setembro e subiu 0,38% no mês passado; o tomate, com -14,41% em setembro e 1,37% em outubro; e a carne bovina, que foi de 0,71% para 3,97% no período.

Outro destaque de alta no varejo ficou por conta dos bens duráveis, que subiram 0,23% em outubro, depois de avançar apenas 0,02% no mês anterior. Entre os produtos do grupo, equipamentos eletrônicos subiram 0,35%, depois de retração de 0,39% em setembro; e os computadores e periféricos cresceram 2,40% em outubro, contra 0,29% em setembro.

"Normalmente no varejo os efeitos do câmbio são bem menores. Mas esse produtos são exemplos de como a variação cambial vai chegando, mesmo que mais lentamente, ao varejo", ressaltou Quadros, acrescentando que a tendência é de uma pressão menor nos dois últimos meses do ano, caso o dólar se mantenha estável nos atuais patamares.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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