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Câmbio preocupa mais Embraer do que altos preços do petróleo

SÃO PAULO - Mais que o petróleo em alta, a Embraer acredita que o câmbio é o maior problema para que ela atinja suas metas neste ano. Embora se mostre otimista em relação a seu desempenho em 2008, a companhia avalia constantemente o comportamento do câmbio para não ser pega de surpresa.

Valor Online |

Certamente o câmbio é o maior problema para nós, principalmente nas demonstrações (financeiras) em reais, afirma o vice-presidente de Finanças da companhia, Antônio Luiz Pizarro Manso. É difícil saber em quanto estará o câmbio no final do ano, mas estamos trabalhando preventivamente, reduzindo custos para tentar nos manter dentro das metas para o fim do exercício, acrescentou.

O impacto do câmbio no resultado da Embraer ocorre porque embora grande parte de seus custos de produção sejam em reais, a venda das aeronaves é fechada em dólar. Com a queda na cotação da moeda norte-americana, a empresa vê diminuir sua receita em reais, enquanto as despesas permanecem estáveis.

Segundo Manso, a Embraer ajusta trimestralmente sua expectativa de câmbio. O objetivo é ter com isso uma idéia mais precisa sobre o comportamento do dólar, sua influência sobre as operações da companhia e quais as medidas adequadas para contrapor eventuais dificuldades apresentadas pela movimentação cambial.

Sobre o petróleo, Manso afirma que ele impacta a indústria como um todo, embora a Embraer ainda não tenha sentido efeitos diretos da alta nos preços da commodity. Assim como no caso do câmbio, o executivo afirma que a fabricante monitora sistematicamente o mercado para poder tomar atitudes adequadas quando necessário.

O processo de alta no petróleo certamente impacta todo mundo, desde a agricultura até a indústria. As empresas aéreas sofrem mais, temos sentido isso, mas também temos conseguido mostrar que nossos produtos são mais econômicos, afirmou Manso.

Segundo ele, as aeronaves da Embraer são mais eficientes no uso de combustíveis e, assim, podem até ser indiretamente beneficiadas pelo preço do petróleo. Podemos ser uma opção para as companhias que trabalham para reduzir seus custos, afirma.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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