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SÃO PAULO - A fabricante de papéis Klabin encerrou o quarto trimestre do ano passado com prejuízo líquido de R$ 314,2 milhões, contra um lucro de R$ 53 milhões obtido no mesmo período de 2007. A perda foi motivada, principalmente, pela valorização do dólar ante o real, intensa após o agravamento da crise internacional, que elevou substancialmente a dívida da companhia atrelada à moeda americana.

No aspecto operacional, no entanto, a empresa foi bem. A receita líquida de vendas cresceu 20,5% em relação ao quarto trimestre de 2007, para R$ 805,73 milhões No mesmo intervalo de comparação, o custo dos produtos vendidos avançou menos, 12,17%, para R$ 557,9 milhões. Já as despesas operacionais caíram 8,56%, para R$ 113,9 milhões.

A performance operacional possibilitou um salto de 123,7% na geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações), que fechou o trimestre em R$ 241,9 milhões. A margem Ebitda, que mede a relação entre geração de caixa e receita líquida, disparou de 16,1% para 30% em igual intervalo de comparação.

Já no acumulado do ano passado, o desempenho encontrou maiores dificuldades. O aumento nos preços do petróleo e das commodities no primeiro semestre elevou os custos de produção da Klabin, que também sofreu com o dólar barato daquele período, que incentivou importações em detrimento do produto nacional.

Entre janeiro e dezembro, a receita líquida da companhia cresceu 10,7%, para R$ 3,1 bilhões, enquanto que os custos avançaram duas vezes mais rápido, 22,2%, para R$ 2,28 bilhões. Somado aos já mencionados impactos financeiros ocorridos no segundo semestre, a companhia acabou fechando 2008 com prejuízo de R$ 348,6 milhões, ante lucro de R$ 603 milhões contabilizado em 2007.

O diretor-geral da Klabin, Reinoldo Poernbacher, irá comentar na tarde desta quinta-feira os resultados da companhia no ano passado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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