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Camargo Corrêa cresce na Argentina

A Camargo Corrêa, controladora da Loma Negra, a maior produtora de cimento da Argentina, anunciou um investimento de US$ 200 milhões para a construção de uma nova fábrica naquele país. A informação foi dada pelo diretor-geral da Loma Negra, Humberto Junqueira, que está se despedindo do cargo.

Agência Estado |

Junqueira retorna ao Brasil na função de presidente da Cauê, fabricante de cimento que também pertence ao Grupo Camargo Corrêa. Ele também vai responder pelas áreas corporativas de toda a divisão de cimentos do grupo. Na direção da Loma Negra ficará o atual diretor-superintendente da Cauê, Ricardo Lima, que assume em primeiro de agosto.

Junqueira disse que a empresa ainda avalia o local onde ficará a fábrica da Loma Negra. "Estamos avaliando uma unidade nova na cordilheira dos Andes, para atender parte do Chile e parte da Argentina, com um investimento de US$ 200 milhões", disse. Segundo ele, a companhia já possui fábrica em San Juan, Catamarca e Zapala, na mesma região. "Mas agora estamos olhando um local entre Mendoza e San Juan, na franja da cordilheira."

Segundo ele, estão em andamento, ainda, investimentos na ampliação, melhoria e aumento da produção da empresa. Além dos US$ 200 milhões para a nova fábrica, a Loma Negra já investiu US$ 94 milhões entre 2005 a 2007 e projeta fechar este ano com investimentos de US$ 102 milhões em 2008. Para o próximo ano, a previsão é de investir US$ 118 milhões. "Nossa visão a médio e longo prazo é de que o mercado vai seguir crescendo", disse o executivo, sem ignorar a conjuntura de uma Argentina mergulhada em mais uma crise política.

Longo prazo

A explicação para a aposta otimista em meio à crise, segundo Junqueira, está no fato de que a companhia não toma decisões de investimentos baseadas no curto prazo. "Essa indústria é de capital intensivo e a tomada de decisão de investimento não está subordinada à conjuntura porque, se estiver, vai se complicar nos próximos anos", disse, explicando que a indústria de cimento precisa trabalhar com muito planejamento, já que um empreendimento leva de 18 a 24 meses para se concretizar.

Não pesa para a Loma Negra, segundo ele, a situação atual da Argentina, com indefinições sobre o controle da inflação e incertezas na composição do gabinete presidencial após o voto negativo do vice-presidente Julio Cobos no Senado sobre o projeto de imposto sobre exportações agrícolas, que provocou a maior derrota política de Cristina Kirchner. Para Junqueira, a Argentina vai continuar crescendo. "É preciso desmistificar o que é um desaquecimento, o que é uma crise e o que é um "soft landing" (pouso suave): 2005, 2006 e 2007 foram de um crescimento expressivo, bastante forte, mas temos de ver que 2008 segue crescendo", disse.

"A nossa projeção, que está em linha com o que mostra o mercado, é que em 2008 o setor vai ter alta de 6% ou 7% em relação a 2007. Isso é um crescimento importante para um mercado que vem em alta nos últimos cinco anos de forma contínua", disse o executivo. "Em 1980, a indústria argentina era de 7,1 milhões de toneladas, e somente 25 anos depois, em 2005, o mercado voltou a crescer e passou a ser sustentável, com 7,5 milhões de toneladas." Em 2008, até maio, apenas a Loma Negra vendeu 4 milhões de toneladas de cimento.

O menor crescimento da Argentina, na avaliação dele, não significa uma crise, uma vez que o mercado não encolheu e segue crescendo. O consumo per capita de cimento na Argentina em 2007, por exemplo, foi de 245 quilos enquanto que no Brasil foi 244 quilos. "O Brasil só deve passar a Argentina este ano", disse, sem dar detalhes de volume.

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