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Camargo Corrêa avança na gestão de aeroportos

A construtora Camargo Corrêa deu ontem mais um passo para aumentar sua presença nos aeroportos da América Latina e Caribe. Por meio da A-port, joint venture formada em 2007 para atuar na gestão aeroportuária, o grupo fechou a compra de 51% da concessão do aeroporto de Curaçau, no Caribe.

Agência Estado |

O valor do negócio não foi revelado, mas é estimado pelo mercado em cerca de US$ 30 milhões.

Esta é a quarta concessão aeroportuária conseguida pela A-port na região. A empresa também atua em outros cinco aeroportos latino-americanos, mas apenas como administradora, sem deter a concessão. E faz uma aposta na abertura de concessões aeroportuárias no Brasil para crescer ainda mais. "No Brasil, estamos acompanhando muito de perto os movimentos e os anúncios do governo federal", afirmou Roberto Deutsch, presidente da A-port.

Segundo ele, o primeiro aeroporto que deverá passar por um processo de concessão no País é o de São Gonçalo do Amarante (RN), próximo à Natal. O executivo também disse acreditar na possibilidade de os aeroportos internacionais de Campinas (Viracopos) e Antonio Carlos Jobim (Galeão) serem concedidos à iniciativa privada ainda este ano. A A-port, diz, vai concorrer nas três disputas. "O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já contratou um grupo para fazer a modelagem dessa possível concessão", diz.

De acordo com o BNDES, o grupo contratado para elaborar a concessão do Aeroporto Internacional São Gonçalo do Amarante chama-se Consórcio Potiguar, liderado pela consultoria Ernst & Young. O banco informa ainda que o modelo deverá estar concluído até o final do primeiro semestre.

A A-port também pretende disputar a concessão de outros cinco aeroportos na América Latina este ano, sendo dois no Chile (Punta Arenas e Temuco), um no sul do Peru (Arequipa) e dois no noroeste da Colômbia (Cúcuta e Bucaramanga). Além do recém-conquistado Curaçau, a empresa detém a concessão de três aeroportos no Chile e é a operadora de quatro empreendimentos em Honduras e um em Bogotá (Colômbia).

A concessão do aeroporto de Curaçau, de acordo com Deutsch, tem validade até 2033. A participação de 51% da A-port no empreendimento foi adquirida da Alterra Partners, da Costa Rica. Os 49% restantes estão nas mãos da companhia holandesa Janssen de Jong. O presidente da A-port diz que o aeroporto transportou 1,5 milhão de passageiros no ano passado, o que correspondeu a um crescimento de 14% em relação à demanda registrada em 2007.

A A-port também tem interesse em investir em áreas próximas a aeroportos, como os estacionamentos. A empresa tem 80% do estacionamento do Aeroporto de Congonhas e defende que esse tipo de negócio seja levado em conta no modelo brasileiro de concessão aeroportuária. Além da Camargo Corrêa, com 80% de participação, a A-port tem como acionistas a suíça Unique, operadora do aeroporto de Zurique, 15% das ações, e o grupo chileno Gestión e Ingeniería (IDC), com 5%.

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