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SÃO PAULO - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou por 263 votos contra 171 o projeto de socorro para o setor financeiro desenhado pelo governo americano. A proposta tinha sido aceita pelo Senado na quarta-feira por 74 votos depois de alterações no texto, que passou a contar com novas garantias aos correntistas de bancos e benefícios fiscais para empresas e pessoas físicas.

No início da semana, os deputados americanos rejeitaram uma iniciativa semelhante por 228 votos. Já 205 integrantes da Câmara apoiaram o plano. Essa definição causou turbulência nos mercados.

A principal novidade do pacote aprovado pelos senadores com relação àquele recusado pelos deputados é o aumento na garantia para depósitos de correntistas dos bancos dos EUA de US$ 100 mil para US$ 250 mil entre a data da publicação da lei e o final de 2009.

O projeto prevê que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), entidade responsável por essas garantias, não terá limites para tomar recursos emprestados do Departamento do Tesouro para assegurar esses pagamentos. Atualmente esse limite, que nunca foi usado, é de US$ 30 bilhões. O pedido feito pela FDIC era para elevá-lo para US$ 100 bilhões, mas os senadores decidiram acabar com o teto da linha de crédito para dar maior segurança para os correntistas.

No pacote acordado no Senado na quarta-feira, está previsto que o total de US$ 700 bilhões para o Tesouro americano comprar títulos podres seja liberado em parcelas. A intenção é retirar esses papéis dos balanços dos bancos, permitindo que reconquistem a confiança dos investidores e seu capital.

O plano original do governo estava explicado em três páginas. A versão do Senado ficou com mais de 400 páginas.

(Valor Online)