Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Câmara dos EUA resiste a aprovar pacote

Aprovado na noite de quarta-feira pelo Senado, o pacote de resgate do sistema financeiro americano ainda enfrenta resistência na Câmara dos Representantes, onde foi rejeitado na segunda-feira. Nem mesmo a votação pelos deputados, que foi inicialmente marcada para hoje, está garantida.

Agência Estado |

Segundo a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, o plano de socorro só vai para o plenário quando os votos necessários para sua aprovação estiverem assegurados - situação que não existia até o início da noite de ontem.

A incerteza derrubou de novo as bolsas de valores e fez crescer fortemente a pressão sobre os parlamentares. O presidente George W. Bush foi o primeiro a advertir que a aprovação do pacote é urgente, pois a falta de crédito já atinge a classe média.

"Enquanto as pessoas estão preocupadas com seu futuro, pois o governo não toma medidas a respeito, o crédito congelou", disse. "Não há empréstimos interbancários nem se está emprestando dinheiro a nossas pequenas e médias empresas. Isso significa que empregos estão em risco."

Bush pediu à Câmara que aprove hoje o plano, pois, segundo ele, "é a medida que melhor ajudará a proporcionar liquidez, crédito e dinheiro para que as pequenas e médias empresas possam funcionar".

O Senado aprovou uma versão ampliada do pacote, que, além do resgate da dívida de má qualidade dos bancos até um limite de US$ 700 bilhões, inclui outros US$ 150 bilhões em benefício fiscal para os cidadãos.

Além disso, foram incorporadas diversas medidas que buscam não somente aproximar o pacote das necessidades dos contribuintes, mas também ganhar o apoio concreto dos congressistas que o rejeitaram.

Embora tenha reconhecido que não há garantias de que o plano será aprovado, Pelosi o defendeu. Ela também se mostrou "otimista". "Não é que gostamos do plano. Preferíamos ter gasto o dinheiro em infra-estrutura, hospitais e escolas. Mas é o melhor que temos sobre a mesa para recuperar a confiança nos mercados", explicou.

Ela insistiu em que as medidas incorporadas pelo Senado "beneficiam mais a Main Street (referência ao cidadão comum) do que Wall Street".

Um grupo de parlamentares republicanos disse que tentará fazer algumas emendas ao plano aprovado pelo Senado. Segundo o deputado Steven LaTourette, de Ohio, o objetivo dele e mais 22 colegas é reduzir o custo total em US$ 250 bilhões.

Pela proposta, os parlamentares fariam avaliações periódicas sobre o andamento do plano. Se ficasse provada a necessidade de mais recursos pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, os deputados poderiam aprová-la. O problema é que, se as alterações forem endossadas pela maioria, o plano terá de voltar para o Senado para nova aprovação.

O líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, voltou atrás nos comentários que fez quarta-feira, sugerindo que uma grande companhia de seguros estaria prestes a falir.

Seu porta-voz, Jim Manley, disse que Reid "pessoalmente, não estava ciente de qualquer empresa à beira da falência". "Ele não tem conhecimento especial, nem conversou com executivos de qualquer companhia. (O senador) sente muito por qualquer confusão." As ações das seguradoras Hartford caíram quase 20% e as da MetLife, perto de 15%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG