Câmara dos EUA deve aprovar lei para pressionar China por iuan

Por Doug Palmer e Paul Eckert

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve aprovar nesta quarta-feira uma lei para pressionar a China por uma valorização mais rápida do iuan, inflamando uma longa disputa de emprego e comércio.

Espera-se que a Câmara aprove com apoio bipartidário a lei que considera a taxa de câmbio chinesa como subsídio, abrindo caminho para impostos adicionais sobre os produtos da China que entram em território norte-americano. Algumas importações vindas do país aos EUA já estão sujeitas a impostos especiais.

Mas a medida ainda precisaria ganhar a aprovação do Senado e ser sancionada pelo presidente Barack Obama -- uma aposta nem um pouco garantida.

Há muito os parlamentares dos EUA defendem a retaliação comercial pelo o que eles veem como a política da China desvalorizar o iuan deliberadamente, o que daria uma vantagem injusta às exportações do país no mercado global. No entanto, o Legislativo nunca enviou ao presidente uma legislação sobre o assunto.

Antes da votação da Casa, o banco central da China reafirmou a promessa de aumentar a flexibilidade do iuan e melhorar o gerenciamento da taxa de câmbio.

A Casa Branca não se posicionou sobre a lei, ainda que o líder da maioria da Câmara, Steny Hoyer, tenha dito que os parlamentares trabalharam com o governo Obama para garantir que a legislação não violasse as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A perspectiva para aprovação do Senado também é incerta, mas os defensores da proposta estão insistindo em marcar uma votação para depois das eleições legislativas de 2 de novembro.

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