Washington - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos quer aprovar o mais rápido possível um segundo plano de estímulo econômico para combater a crise que constará de duas fases, sendo a primeira delas uma injeção de entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões.

Em entrevista ao "Wall Street Journal", a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, antecipou os principais pontos de ação deste plano, que os democratas preparam há muito tempo e o qual recebeu um grande impulso para que seja ratificado este mês.

O plano prevê uma injeção imediata de até US$ 100 bilhões na economia americana, seguida de uma segunda fase que inclui uma "redução permanente" dos impostos, o que ocorrerá a partir do começo do ano, já com o presidente eleito Barack Obama na Casa Branca.

O futuro líder americano disse ser favorável a um segundo pacote de estímulo econômico durante a campanha eleitoral, assim como a um corte nos impostos para a classe média.

A urgência com a qual Pelosi quer atuar para levar à frente o plano de estímulo ocorre em um momento delicado vivido pela economia americana e mundial em geral.

Na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou terá uma contração de 0,7% no próximo ano, após revisar em oito décimos seu cálculo anterior.

Também baixou em oito décimos sua previsão de crescimento mundial, até 2,2%, devido à desaceleração da economia no último mês, e previu a primeira contração anual dos países avançados desde a Segunda Guerra Mundial.

Já Pelosi revelou boa parte do plano de resgate no mesmo dia em que foi divulgado que os Estados Unidos perderam 240 mil postos de trabalho em outubro e que o índice de desemprego subiu quatro décimos, até 6,5% da força de trabalho, o mais alto em 14 anos.

Desde que Obama foi eleito o próximo presidente dos EUA e os democratas arrasaram nas eleições para o Congresso, o Dow Jones Industrial, índice mais importante de Wall Street, caiu mais de 900 pontos.

"A economia precisa de algo (uma ação) o mais rápido possível", disse Pelosi, que terá ainda que negociar com o novo líder dos EUA os detalhes do plano, principalmente no que diz respeito à segunda fase.

Ela prefere um corte dos impostos, e não uma devolução, já que acredita que a primeira opção surte um efeito mais rápido na economia.

Obama se reunirá hoje com seus assessores econômicos para falar sobre a crise financeira.

Da reunião participarão os ex-secretários do Tesouro Robert Rubin e Lawrence Summers, o ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker e o presidente do Google, Eric Schmidt, entre outros.

O multimilionário investidor Warren Buffett participará via conferência telefônica.

Para saber mais

Serviço 

Opinião

Leia mais sobre crise financeira

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.