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BRASÍLIA - O processo de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) foi arquivado pelos parlamentares, depois de votação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. No entendimento da maioria dos deputados que votaram sobre o caso, ontem, as provas contra Paulinho da Força são precárias e não há evidências de que ele usou seu mandato para obter benefícios em um suposto esquema de desvio de recursos do BNDES.

Os parlamentares contestam até mesmo a investigação policial que deu origem às denúncias.

Paulinho foi absolvido na semana passada da acusação de quebra de decoro parlamentar, na Comissão de Ética. O parecer do relator Paulo Piau (PMDB-PI), que recomendava a cassação, foi rejeitado por 10 votos a 4.

Ontem, em continuidade à tramitação do caso na Comissão de Ética, foi votado o parecer do relator José Carlos Araujo (PR-BA), contra a linha do parecer derrotado, que defendeu que o " conjunto probatório trazido aos autos pela Polícia Federal é precário " . Araujo entende que o caso deve ser arquivado por " ausência de justa causa " . Sete deputados votaram a favor do parecer e três rejeitaram.

No Supremo Tribunal Federal há dois inquéritos que investigam o suposto envolvimento de Paulinho em desvio de recursos públicos. Um inquérito apura a participação do parlamentar em esquema descoberto pela Polícia Federal, na Operação Santa Tereza, de repasse do BNDES à ONG Meu Guri, presidida pela esposa de Paulinho, Elza de Fátima Costa Pereira. O outro investiga o uso de alunos fantasmas para justificar repasses federais que custeiam cursos oferecidos pela Força Sindical, entidade presidida por Paulinho.

(Cristiane Agostine | Valor Econômico)