A Câmara dos Estados Unidos aprovou, por 263 votos a favor e 171 contra, nesta sexta-feira, o plano de socorro ao mercado financeiro preparado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson.

    Acordo Ortográfico Logo após a votação, o presidente George W. Bush, em um rápido pronunciamento, elogiou a aprovação do plano e se comprometeu a assiná-lo rapidamente, ao considerar que é vital "para ajudar que a economia americana supere a tempestade financeira". Em seguida, Bush assinou a lei, chamada de Lei de Estabilização Econômica de Emergência de 2008.

    Na segunda-feira passada, dois terços dos republicanos e um terço dos democratas na Câmara rejeitaram a proposta inicial da Casa Branca. Após essa rejeição, o projeto sofreu alterações e ganhou medidas que favorecem mais os contribuintes.

    O projeto, inicialmente avaliado em US$ 700 bilhões, recebeu mais US$ 150 bilhões em gastos, e foi aprovado na quarta-feira pelo Senado, por 74 votos a favor e 25 contra. O principal objetivo do plano é comprar os papéis podres de instituições financeiras em dificuldades. Com as mudanças, o projeto passou a incluir mais proteção a poupanças e alguns cortes fiscais - que beneficiam os contribuintes americanos.

    A votação mais apertada na Câmara - se comparada com a do Senado em que o projeto foi aprovado por ampla maioria, 74 votos a favor e 25 votos contrários - reflete em parte o fato de que os Congressistas estão a menos de cinco semanas das eleições federais e os eleitores estão cada vez mais preocupados com o tema econômico, mas não se mostravam favoráveis à aprovação do pacote.

    Durante o debate na Câmara, que antecedeu a votação nesta sexta-feira, muitos legisladores citaram a preocupação com as dificuldades financeiras enfrentadas por integrantes de suas bases eleitorais e questionaram se o pacote ajudará a maior parte dos cidadãos americanos. Porém, a maioria avaliou que o momento é de agir.

    O deputado democrata Rahm Emmanuel disse que ajudar as empresas a equilibrar suas contas é o primeiro passo. "O próximo passo é fazer algo pelos talões de cheque das famílias de classe média e ajudá-las a vencer os desafios que enfrentam. Já o republicano John Boehner disse que o projeto podia não ser perfeito, mas reconheceu que era hora de agir.

    (*com informações da EFE, BBC Brasil e Valor Online)

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