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Calote é #145;fim do comércio #146; com Quito, diz Amorim

Se o Equador não pagar ao Brasil o empréstimo de US$ 242,9 milhões tomado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai acabar o comércio entre os dois países. A avaliação foi feita ontem ao Estado pelo chanceler Celso Amorim.

Agência Estado |

O ministro, que não entende como o Equador pode deixar de pagar um empréstimo que é garantido pelos bancos centrais dos dois países, disse que "tem muito ministro falando" sobre o assunto.

Além de Amorim, ontem, mais dois colegas do chanceler trataram do caso equatoriano. O assessor do Planalto, Marco Aurélio Garcia, botou panos quentes nas ameaças do Equador, mas o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) defendeu o recurso da arbitragem internacional e foi irônico ao avaliar os argumentos do governo de Rafael Correa. "Será que todos os 30 países (onde a Odebrecht atua) estão errados e só o Equador está certo? Será que a Odebrecht faz a coisa certa nos outros países e só não faz a coisa certa no Equador?", disse Miguel Jorge - acrescentando que, se o Brasil deixar de investir no país, os equatorianos serão os mais prejudicados.

"Vai acabar o comércio entre Brasil e Equador porque o empréstimo é lastreado no CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos)", desabafou Amorim."Se houve uma irregularidade, ela não foi praticada pelo BNDES", completou o ministro. O CCR é um tipo de financiamento que permite a compensação, pelos bancos centrais, de pagamentos decorrentes de exportações e importações entre países da região. Amorim, Jorge e Marco Aurélio estão em Nova Délhi porque integram a comitiva da viagem do presidente Lula à Índia.

Demonstrando impaciência com as perguntas constantes sobre o assunto, Amorim chegou a perguntar aos repórteres: "O que é que você quer que eu faça? Que eu invada o Equador? Temos de ter paciência, temos interesse em manter boas relações com o Equador. Agora, a paciência também acaba num determinado momento."

Amorim afirmou ainda que "a tentação à retórica é muito grande" quando o clima político não favorece as negociações. Para o ministro do Desenvolvimento, "numa disputa desse tipo, o lógico seria chamar uma arbitragem internacional idônea, e quem tiver de pagar, paga", afirmou Miguel Jorge ao Estado.

Garcia defendeu como solução um entendimento direto entre os presidentes dos dois países. E também criticou o fato de ter muita gente dando palpite sobre o caso: "Tem muito ministro falando - e, quando tem muita gente falando, dá cacofonia."

Miguel Jorge e Amorim comemoraram o fato de os dois brasileiros que trabalham para a Odebrecht - Fernando Bessa e Eduardo Gedeon - terem recebido autorização do governo do Equador para deixar o país. "A mim interessava que eles fossem liberados. Se estão querendo chamar os liberados de expulsos...", comentou. Bessa deixa Quito hoje. Gedeon já está em Lima, onde mora. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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