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Calderón e Uribe estão otimistas sobre preparação da A.Latina perante a crise

Virgínia Hebrero. Davos (Suíça), 30 jan (EFE).- Os presidentes de México e Colômbia, Felipe Calderón e Álvaro Uribe, respectivamente, pintaram hoje um quadro positivo fora do comum sobre a preparação da região perante a crise mundial, em contraste com as negras perspectivas que pairam no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).

EFE |

Claramente otimista o primeiro, mais moderado o segundo, ambos alardearam ter feito o dever de casa das reformas, de cuidar das finanças e de que seus países são excelentes destinos para os investimentos estrangeiros.

Também destacaram o fato do crescimento médio ininterrupto das economias latino-americanas de 5% nos últimos seis anos.

Os dois únicos líderes latino-americanos presentes nesta exclusiva reunião da elite da política e da economia não ocultaram, no entanto, que a crise financeira e econômica global teve impacto na América Latina.

Pediram investimentos e capital para as instituições de crédito, em um debate mano a mano com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

"Certamente haverá um forte impacto porque diminuirá a demanda de nossas exportações, mas nesta crise há uma coisa positiva e é que, ao contrário de outras anteriores, a origem não se encontra na América Latina, não se trata da 'crise tequila' ou da 'crise tango', esta poderia ser chamada... A 'crise Big Mac'", improvisou o presidente mexicano.

"A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano é de mais de 1%, nossos países cuidaram muito das finanças públicas, portanto temos uma excelente oportunidade de superar o choque externo que nos afeta", afirmou Calderón.

"Pela primeira vez vários países da região podem aplicar medidas anticíclicas e estamos melhor preparados que outras vezes", acrescentou.

Uribe rebaixou o tom com relação à minibonança dos últimos seis anos no continente, dizendo que foi breve demais para os 200 milhões de pobres da América Latina.

"Mas devemos aplicar uma combinação de realismo e decisão. Nos últimos anos nossas exportações aumentaram muito e este ano esperamos uma queda de 15%. Isto terá um impacto e por isso queremos nos adiantar com medidas como reforçar a seguridade social e investimentos em nosso país", destacou.

Por sua parte, Calderón disse que é preciso recapitalizar as instituições financeiras multilaterais para suprir a falta de crédito para a região.

A necessidade de recapitalização para entidades como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial (BM) também foi expressa por Insulza, que deu a nota mais "realista" no debate que os três protagonizaram.

Afirmou que na América Latina há países e economias muito menores que México e Colômbia, e a maioria vão ter problemas porque vivem das exportações aos EUA, das remessas de emigrantes e do turismo, e as três coisas não vão ficar bem.

O secretário-geral da OEA assegurou que a América Latina vai ter de enfrentar "tarde ou cedo" a reforma de seus sistemas tributários.

"Não resta dúvida de que são necessárias políticas públicas muito fortes para enfrentar a situação. Mas há países da região com impostos muito baixos. Os políticos prometem coisas ao povo como se vivessem na Escandinávia e não reformam o sistema tributário", assinalou. EFE vh/ma

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