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Caixa triplica reserva contra calote

O aumento do risco de calote fez a Caixa Econômica Federal triplicar as provisões, no último trimestre de 2008, para cobrir eventuais prejuízos. Isso ocorreu em meio à pressão do governo para que o banco continue emprestando mesmo com a crise.

Agência Estado |

Entre setembro e dezembro, foi reservado R$ 1,260 bilhão. A despesa extra diminuiu o lucro trimestral, que caiu 15,4% ante igual período de 2007 e somou R$ 619 milhões.

No ano, entretanto, a instituição teve ganho líquido de R$ 3,883 bilhões. O resultado, que é 62,3% maior que o de 2007, foi beneficiado pelo uso de créditos tributários que somaram R$ 1,7 bilhão. Esses créditos foram criados pelo pagamento a mais de impostos, no passado. Tais valores podem ser abatidos dos novos tributos com o passar do tempo. Sem o reforço dos créditos, a Caixa teria apresentado ganho de R$ 3,1 bilhões no ano passado.

A decisão do banco de aumentar a reserva para se prevenir dos possíveis calotes ocorreu, segundo o vice-presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, por "mudanças de cenário macroeconômico, pela desaceleração da economia". Com o agravamento das condições da economia, todos os grandes bancos têm aumentado a reserva para o caso do aumento da inadimplência.

No caso da Caixa, porém, chama a atenção a concentração das provisões no último trimestre de 2008. Nesse período, que coincide com a quebra do Lehman Brothers e a piora do mercado de crédito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a pressionar bancos públicos a emprestarem mais para manter a economia aquecida.

A provisão feita pela Caixa entre setembro e dezembro correspondeu a 69% de todo o valor reservado no ano. O Banco do Brasil, que ainda não divulgou o balanço de 2008, também anunciou recentemente ter feito provisão extra de R$ 1,7 bilhão para cobrir eventuais perdas.

Apesar do aumento da provisão, o vice-presidente afirmou que "para a Caixa, não teve crise". "Para a Caixa, a situação apresenta uma oportunidade", disse Vasconcelos. O entendimento do banco é que a restrição nos bancos privados é uma chance para a Caixa ganhar novos clientes e ampliar sua fatia de mercado, principalmente entre as empresas.

No ano, o total de empréstimos da Caixa cresceu 43,3% e somou R$ 80,062 bilhões. O melhor desempenho foi nas linhas para as empresas, com salto de 87,2%, chegando a R$ 15,1 bilhões. Vasconcelos disse que essa alta foi influenciada pelos créditos dados à Petrobrás no último trimestre, que somaram R$ 3 bilhões. Sem tais operações, a carteira teria crescido 50%.

Esse maior apetite do banco, no entanto, obrigou a instituição a aumentar as provisões, o que reduziu o lucro. No trimestre, o ganho caiu 15,4%. A queda ocorreu mesmo com o uso de créditos tributários, que somaram R$ 840 milhões no período. Sem essa ajuda contábil, o resultado teria caído quase 80% ante igual trimestre de 2007, para cifra entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões.

Em linha com a indicação do presidente Lula, a instituição quer que os empréstimos cresçam 30% em 2009 - meta dez pontos porcentuais acima da média do mercado que prevê expansão entre 18% e 20%.

Entre os segmentos, o destaque deve ficar novamente com as empresas, com expansão esperada de 35%. Nos financiamentos para as pessoas físicas, o crescimento deve ser menor, de 25%.

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