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Caixa socorre Petrobrás com empréstimo de R$ 2 bilhões

A crise financeira global provocou problemas de caixa na Petrobrás. A empresa foi obrigada a buscar socorro de R$ 2 bilhões na Caixa Econômica Federal.

Agência Estado |

A direção da estatal confirmou o empréstimo e explicou que a dificuldade de geração de caixa foi momentânea, em decorrência do travamento do crédito externo. "O empréstimo foi de R$ 2 bilhões enquanto o faturamento mensal da empresa é de R$ 20 bilhões. Portanto, é uma quantia mínima e a necessidade do empréstimo foi apenas momentânea. A empresa não tem um problema de caixa", informou a direção da empresa.

As dificuldades de geração da caixa da Petrobrás foram denunciadas ontem à noite pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), durante a votação de uma medida provisória. "A impressão que ficou é a de que a Petrobrás está sofrendo problemas de caixa seriíssimo e não teve condições de recorrer ao sistema financeiro privado", disse Tasso. "É gravíssimo a empresa ter recorrido à Caixa e é gravíssimo ela está com problema de caixa, o que não tem nenhum explicação", alegou.

O senador explicou que só fez o comunicado ao Senado por volta das 21 horas, depois do fechamento do pregão, para evitar que o assunto tivesse repercussão na Bolsa de Valores. Tasso apresentou um convite para que os presidentes da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, do Banco do Brasil, Antonio Lima Neto, e da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Coelho, compareçam hoje à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, para prestarem esclarecimentos. Tasso disse ter informações de que também o Banco do Brasil tem injetado recursos na Petrobrás nos últimos meses.

A direção da empresa não confirmou a participação de Gabrielli, mas comunicou que ele encaminhará uma nota explicativa ao presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP). A estatal argumenta que os problemas de geração de caixa foram provocados, entre outros, por dois fatores principais: o pagamento de impostos referentes aos ganhos cambiais com ativos no exterior e das participações especiais em campos de grande produção. Os cálculos dos ganhos das participações foram feitos com base no valor de pico do preço do petróleo, que não foi repassado para os preços dos produtos da empresa. Isso provocou um descasamento entre o valor da despesa e a geração de caixa, segundo explicações da estatal.

Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) extinguiu o limite de endividamento da Petrobrás no mercado interno. Esse limite, de R$ 8 bilhões, havia sido estabelecido há menos de um mês pelo próprio CMN. A direção da empresa sustenta que a liberação foi necessária e que, agora, a Petrobrás está equiparada a qualquer outra empresa privada. Como estatal, ele estava submetida às rédeas na contratação de dívidas.

O secretário-adjunto do Tesouro Nacional Cleber de Oliveira disse que a medida foi necessária para que a Petrobrás possa buscar financiamentos com taxas de juros melhores, porque a crise financeira não apenas restringiu como encareceu o crédito externo. Também a Transpetro foi liberada do limite de R$ 5,6 bilhões que existia para a contratação de financiamentos no mercado interno. "O contexto macroeconômico tem que ser pesado. Então, do ponto de vista da racionalidade, faz todo o sentido a decisão do CMN, preservando a questão fiscal e dando flexibilidade para que a empresa possa realizar suas operações e revisar o seu plano de trabalho", disse Oliveira.

"O presidente da Petrobrás tem de se explicar porque está precisando do dinheiro da Caixa, dinheiro do FGTS, que deve ser utilizado no saneamento e habitação e não para socorrer um empresa que está no vermelho", afirmou Tasso. Ele exibiu em plenário uma página do balanço da Petrobrás, onde no quesito 27.4 sobre "cédula de crédito bancário", consta que "a Petrobrás, em 31 de outubro de 2008, contratou empréstimo (cédula de crédito bancário), junto a Caixa Econômica Federal -CEF no montante de R$ 2.022.700 mil".

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