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Caixa fecha negócios de R$ 4,7 bi com 4 instituições

A Caixa Econômica Federal fechou ontem um acordo de R$ 4,7 bilhões com quatro instituições financeiras do país para a compra de carteiras de crédito. O acordo não se limita, entretanto, à aquisição de financiamentos já existentes.

Agência Estado |

Ele garante recursos para esses bancos pelos próximos dois anos. De imediato, a Caixa vai desembolsar R$ 1,1 bilhão. Outros R$ 3,6 bilhões serão pagos em 24 meses num acordo operacional para aquisição de carteiras que serão formadas por empréstimos que serão ainda realizados.

"Os bancos vão continuar originando crédito. Isso é importante. O acordo dá condições melhores de reestruturação de capital e liquidez para os bancos e para a Caixa é um bom negócio", disse o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival. Segundo ele, as carteiras são de crédito consignado e empréstimos para empresas (middle market).

O vice-presidente explicou que o acordo operacional envolve a cessão das carteiras e o compromisso da Caixa de adquirir outras que forem sendo formadas. São carteiras de bancos médios e pequenos, cujos nomes não foram informados. "São carteiras boas, com risco baixo e bem estruturadas", afirmou o executivo da Caixa. Percival acrescentou que as carteiras foram avaliadas com "rigor" e compradas a preços de mercado.

A Caixa analisa ainda a compra de oito outras carteiras, inclusive algumas formadas com debêntures. "Esse foi o primeiro lote. O segundo deverá sair na próxima semana." Ele disse que não "fazem sentido" as críticas de que a Caixa está sendo utilizada pelo governo para socorrer os bancos. "A Caixa e o Banco do Brasil estão atuando como bancos normais. É uma operação de mercado."

Segundo o vice-presidente, não está nos planos da Caixa oferecer linhas de financiamento para empresas que perderam dinheiro com a desvalorização do real. Percival informou ainda que a demanda por crédito, principalmente de empresas, continua alta. "O grande desafio agora é fazer a liquidez correr no mercado", disse o executivo da Caixa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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