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Caixa eleva teto de microcrédito para empreendedor a R$ 10 mil

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal divulgou hoje medidas para melhorar a liquidez de entidades repassadoras e dos tomadores de microcrédito. O teto do empréstimo passou de R$ 5 mil para R$ 10 mil.

Valor Online |

Em 2009, a Caixa pretende destinar R$ 22 milhões para essa carteira, quase o mesmo montante dos desembolsos de R$ 22,6 milhões que fez nos últimos oito anos, segundo informou o superintendente de Clientes de Renda Básica, Milton Kruger.

Ele explicou que o teto, e também o prazo para o tomador final, que dobrou de um para dois anos, são mudanças para atender à demanda dos microempreendores. "Pesquisa interna mostrou que eles reclamavam que tanto o limite quanto o prazo eram muito apertados", explicou Kruger, informando que a Caixa tem cerca de 61 mil clientes na carteira de microfinanças.

As mudanças no microcrédito direcionado ao setor produtivo pela Caixa foram aprovadas pelo Ministério do Trabalho, por serem recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Kruger explicou que são duas linhas distintas: na primeira, agentes não-financeiros aplicam os recursos em nome da Caixa. Na segunda, os recursos são repassados e a entidade forma sua própria carteira, assumindo também o risco.

No primeiro caso, para melhorar a inadimplência, que está entre 7% e 10% anuais, a Caixa criou um adicional sobre a taxa de administração que paga à entidade de microcrédito, incidente sobre o saldo adimplente. A taxa usual é de 1,5%. A remuneração adicional ficará entre 0,5% e 1,1%, de forma que o agente poderá receber até 2,6%.

Outra mudança foi eliminar o teto de R$ 1 milhão que poderia ser tomado pelos operadores dos repasses, ou seja, a segunda linha. Agora, o valor dependerá da capacidade de alavancagem do agente de microcrédito produtivo e orientado.

Também foram alteradas as regras para as garantias dos agentes repassadores. A Caixa substituiu a exigência de aval pessoal de cada membro da diretoria por caução de recebíveis. No caso dos tomadores, Kruger explica que as garantias são solidárias. O agente de crédito que visita e avalia os interessados faz com que um tomador seja o avalista do outro.

"São mudanças que vão ajudar a desenvolver negócios formais e informais que estão à margem das operações bancárias tradicionais, gerando emprego e renda", justificou o técnico da Caixa.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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