Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Caixa do Tesouro não sentiu a crise em outubro, comenta secretário

BRASÍLIA - O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu ontem que no mês mais agudo da crise financeira mundial o caixa da União não foi atingido. Até outubro, não teve impacto, mas não se pode projetar isso para os próximos meses , disse ele.

Valor Online |

Enquanto o setor financeiro e áreas da economia real sentiram seca de liquidez e outros transtornos da turbulência, a arrecadação recorde de tributos garantiu ao governo federal poupança inédita para meses de outubro, destinada ao pagamentos de juros da dívida.

O governo central (União, Banco Central e Previdência) fizeram superávit primário de R$ 14,7 bilhões no mês passado, mais que o dobro dos R$ 6,1 bilhões de setembro e superior aos R$ 9,9 bilhões de igual mês de 2007. Nos dez primeiros meses de 2008, o superávit primário correspondeu a R$ 95,6 bilhões.

Augustin lembrou que a maior parcela da receita de outubro decorre de tributação sobre rentabilidade das empresas até setembro, quando a crise se agravou na segunda quinzena.

O secretário disse que vai esperar os dados relativos a novembro e dezembro para uma melhor avaliação do que se pode esperar nas contas públicas em 2009.

" É cedo e acho que é preciso cautela " , notou explicando que as ações governamentais anticrise sobre a economia como um todo " precisam de um prazo de aferição mais espaçado " .

Insistindo que em 2008 o governo federal conseguiu reduzir gastos de custeio, em especial com servidores públicos, Augustin observou que " houve uma mudança no perfil das despesas, que estão mais equilibradas " . E continuou: " Se foi possível fazer neste ano, vamos fazer em 2009 também " .

As despesas do Tesouro apresentaram redução de 1,5% acima do Produto Interno Bruto (PIB) nominal estimado entre janeiro e outubro em relação a variação igual do ano passado. Nessa conta, os gastos com pessoal retraíram o equivalente a 2,3% reais do PIB.

" No início do ano, alguns enxergavam uma explosão no gasto com pessoal, mas vimos que não é bem assim " , comentou Augustin.

Os investimentos subiram 41% até outubro, somando R$ 20,032 bilhões, ante R$ 14,249 bilhões no mesmo período do ano passado.

O secretário mencionou ainda que o governo conta com a aprovação do Fundo Soberano do Brasil (FSB) pelo Senado para poder usar os R$ 14,2 bilhões que já estão no fundo em 2009 em ações anticíclicas (pró-crescimento da economia). Alternativas sobre a destinação do dinheiro, se o fundo não for aprovado, serão estudadas depois, concluiu o secretário do Tesouro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG