Se o futuro mutuário está esperando melhores condições de financiamento ainda este ano com a turbinada nos recursos da casa própria, pode esquecer. Ontem, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, descartou qualquer hipótese de alteração nas taxas de juros - hoje a partir de 6% ao ano - e nos prazos de pagamento - máximo de 360 meses - até dezembro, o que pode ser uma boa notícia um dia após o Banco Central aumentar a Selic - taxa básica de juros - pela terceira vez consecutiva para 13% ao ano.

"Prazo maior do que 30 anos não dá para discutir no momento. Com relação aos juros, depende do que acontecer na seqüência. Mas adianto que neste segundo semestre não deve haver redução", afirmou.Quanto a uma possível alta nos juros cobrados pelo banco, Hereda disse que é muito cedo para tomar qualquer medida nesse sentido com base na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). "Vamos verificar o desempenho no segundo semestre e, a partir de 2009, fazer os ajustes naturais."

Para justificar sua tranqüilidade em relação ao impacto da alta da Selic no setor, ele citou ainda a queda no índice de inadimplência acima de 90 dias entre os mutuários. Segundo o balanço da Caixa, o índice este ano é de 2,6%, ante 4,2% em 2007, e 5% em 2006. "Este é um porcentual muito satisfatório e mostra que as condições de pagamento já estão bastante favoráveis", afirmou. Em São Paulo, de acordo com a superintendência regional, o índice atual é de 0,23%.

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