SÃO PAULO - Foram assinados nesta terça-feira em São Paulo os primeiros dois contratos de capital de giro feitos pela Caixa Econômica Federal dentro da linha de R$ 3 bilhões destinados a empresas de construção civil. A mineira MRV e a Goldfarb, de São Paulo, tomaram R$ 2 milhões cada uma.

A linha foi criada pelo governo recentemente para evitar problemas no setor habitacional, onde as empresas também sentem dificuldades para obter crédito.

De acordo com Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa, a instituição tem até o final de março de 2009 para fazer a colocação do total de R$ 3 bilhões. "E a caixa pode colocar mais um R$ 1 bilhão se for necessário", reforçou Hereda.

Flávio Prando, vice-presidente do Secovi em São Paulo, também esteve presente na assinatura dos contratos e acredita que "o setor não vai parar" e que a Caixa continua sendo grande parceira no sentido de garantir boas condições de financiamento aos mutuários. "Estamos otimistas. Temos uma classe "C" ávida por aquisição imobiliária", diz.

Para Hereda, assim como não houve interrupção das operações de financiamento no auge do agravamento da crise, em setembro e outubro, a Caixa vai continuar liberando financiamentos habitacionais, com as mesmas condições e taxas por enquanto. "A Caixa faz 148 anos em janeiro e já passou por várias crises, mas nunca abandonou a vocação de garantir acesso à moradia", afirmou o vice-presidente.

Ainda que uma das principais atividades da Caixa seja fomentar a habitação, Hereda admitiu ser um passo importante para o banco ter conquistado o direito de ter um braço de investimentos, conforme estabelecido pela Medida Provisória 443.

"A CaixaPar vai começar após a aprovação da MP pelo Senado", afirmou Hereda, sem detalhar os planos da futura empresa. O executivo adiantou, no entanto, que a Caixa "não quer ser dona de construtora".

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