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Caixa aposta no déficit habitacional para emprestar mais na crise

SÃO PAULO - O ainda vasto déficit habitacional brasileiro é a aposta da Caixa Econômica Federal para aumentar sua carteira de financiamento imobiliário em 2009, apesar da crise financeira. A intenção do banco estatal para o próximo ano é emprestar pelo menos R$ 27 bilhões, alta de 20% sobre 2008, quando essas operações devem somar algo próximo de R$ 23 bilhões (alta de quase 49% ante 2007).

Valor Online |

Na avaliação do superintendente regional da Caixa em São Paulo, Augusto Bandeira Vargas, a demanda por financiamento imobiliário resistirá à crise em 2009, especialmente na faixa de público incluída no déficit habitacional do Brasil, de aproximadamente 7 milhões de residências. Ele acredita que essas pessoas continuarão buscando crédito para a compra da casa própria, já que "muitas vezes o preço do aluguel é maior do que a parcela do financiamento".

Ele ponderou, no entanto, que o banco também espera demanda crescente entre o público de maior poder aquisitivo.

No caso específico do Estado de São Paulo, Vargas revelou ter "desafiado" a alta direção da Caixa a implementar em 2009 um crescimento de pelo menos R$ 1 bilhão no volume de empréstimos habitacionais, que este ano devem ficar em R$ 6,5 bilhões.

Em linha com a estratégia de mais que triplicar sua participação no mercado brasileiro de crédito, a Caixa anunciou oficialmente hoje a redução nas taxas de juros de 21 linhas de empréstimo comercial. A idéia do banco é aproveitar a crise para ganhar espaço e atingir em 2015 uma fatia de 11% do mercado, contra os discretos 3,5% atuais.

Para 2009, o banco quer atingir um volume total de empréstimos (concessões) da ordem de R$ 118 bilhões, o que irá representar um crescimento de 27,4% sobre este ano.

Além dos R$ 27 bilhões referentes ao financiamento habitacional, o crédito para pessoa jurídica deverá atingir R$ 50 bilhões, alta de 35% ante 2008, puxado pelas linhas de capital de giro e antecipação de recebíveis. Já no segmento de pessoa física, o volume de empréstimos está projetado em R$ 41 bilhões, salto de 24% sobre este ano, puxado pelas modalidades de consignado, cheque especial e crédito para compra de material de construção.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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