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Cai taxa de mortalidade de pequenas empresas

Maior escolaridade dos empreendedores e um ambiente de negócios mais favorável deram fôlego às micro e pequenas empresas (MPEs) de São Paulo na última década. A conclusão é de uma pesquisa do Sebrae-SP, divulgada ontem, que analisou a evolução das taxas de mortalidade de companhias em início de atividade no Estado nesse período.

Agência Estado |

Em 2007, de cada 100 novas empresas abertas, 27 não conseguiram completar um ano de vida. Há dez anos, 35 fracassavam.

A tendência de queda no índice de mortalidade também ocorreu no pequenos negócios com mais de um ano de atividade. No mesmo período, o índice de mortalidade no segundo ano caiu de 46% para 38% e, no terceiro ano, de 56% para 46%. Já no quarto ano de atividade, 63 de cada 100 empresas fechavam as portas em 1998. Em 2007, eram 50.

Segundo a pesquisa, o porcentual de empreendedores iniciais com nível mais alto de escolaridade (segundo grau completo ou mais) passou de 70% para 78% do total. Além da melhora do perfil dos empreendedores, fatores macroeconômicos também foram responsáveis pela mudança. "Foi um período de muitas mudanças na economia, com a volta da estabilidade dos preços. O empresário pôde pensar a longo prazo e planejar melhor seu negócio", diz o gerente do Observatório das MPEs do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê.

Apesar da evolução, a longevidade dessas empresas ainda está longe dos patamares dos países desenvolvidos. Enquanto, na Alemanha, 37% dos negócios não conseguem ultrapassar o quinto ano de atividade, o índice nacional fica em 62%, segundo dados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o coordenador do programa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para micro e pequenas empresas (Small/Ebape), Francisco Barone, as MPEs sobreviveram mais porque aproveitaram a expansão do crédito e do consumo no País. "Os pequenos negócios são os primeiros a sentir os efeitos tanto da prosperidade quanto da recessão", afirma. Por isso, o grande desafio para as MPEs será manter a longevidade em um cenário de crise como o atual, avalia.

O encarecimento do crédito, em decorrência da crise, pode atingir os pequenos negócios em cheio, acredita Barone. "Dois terços das MPEs não têm acesso ao crédito formal (empréstimo bancário). São empresários que acabam se financiando via cheque especial e cartão de crédito, modalidades cujos juros têm aumento maior em períodos de recessão." Em seguida, vem o impacto na chamada economia real, com a redução do consumo e, conseqüentemente, das vendas dessas companhias.

Para Bedê, do Sebrae, o reflexo da crise sobre o índice de mortalidade deve ser sentido apenas em 2010, quando serão avaliadas as companhias nascidas a partir do próximo ano. "Elas serão afetadas pela redução do consumo desde o início de suas atividades", conclui. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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