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Cai exposição a derivativos

Do fim de setembro até o fim de outubro, as posições em derivativos cambiais que deram prejuízos a algumas grandes empresas como Sadia e Aracruz caíram mais da metade no Brasil, calcula o presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Alfredo Neves Penteado Moraes. Segundo ele, praticamente todas as empresas examinaram sua exposição cambial e tomaram providências para reduzir o risco.

Agência Estado |

Segundo Moraes, "o BC entrou a tempo e na hora no câmbio e deu oportunidade para quem estava excessivamente exposto ir a mercado." Ele explica que "o BC impediu que houvesse uma cotação explosiva e o comprador se dispôs a fazer negócio", disse. Para ele, a possibilidade de saída foi criada porque a ação do BC recriou a possibilidade de o dólar cair.

Quem estava em posição comprada em dólar passou a ter a dúvida sobre se vale a pena manter a posição. "É um cenário que favorece que o comprador venda e a pessoa que está vendida compre", disse.

Com os negócios com derivativos cambiais e a alta do dólar, a situação é de pressão de caixa nas empresas que têm uma proteção natural porque, na maioria, são exportadoras e ganham com a alta do dólar em prazo mais longo. "Os perdedores de hoje são os ganhadores de amanhã", afirmou.

Na visão de Moraes, "há uma pressão de curto prazo desfavorável em termos de caixa". As instituições financeiras que intermediaram negócios nesse mercado com as exportadoras estariam negociando para resolver dificuldades "de curto prazo".

Moraes admitiu que há empresas pressionando os bancos para dividir parte das perdas. "Claro que agora ninguém gostaria de dar esse crédito, (as instituições) são pressionadas a dar esse crédito", disse.

O executivo não fala em prejuízos gerados nas instituições financeiras com as operações. "Prejuízo é só quando não se consegue pagar. Se você está com uma pessoa que está em uma situação momentânea desfavorável, mas a perspectiva dele com o câmbio subindo é favorável, é difícil dizer que vai se traduzir em prejuízo." Ele reconhece também que a situação não é de tranqüilidade. "Com a volatilidade, Não se consegue fazer cenário, estabelecer preço. "

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