O mês de janeiro registrou uma perda líquida de 101.748 vagas de trabalho formal, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado há pouco pelo Ministério do Trabalho.

A perda de vagas formais em janeiro foi menor do que as previsões de analistas ouvidos pela Agência Estado, que estimavam saldo negativo entre 170 mil e 300 mil postos de trabalho. Mesmo assim, já salientavam esses especialistas, o resultado de janeiro não poderia ser classificado como positivo, pois tradicionalmente esse é um mês de geração de postos de trabalho.

O nível de emprego no mês passado apresentou uma queda de 0,32% em relação ao estoque de dezembro de 2008. Segundo o Ministério do Trabalho, esse comportamento refletiu a influência de fatores sazonais, principalmente nos setores de ensino e comércio, e de desdobramentos da crise financeira internacional.

O resultado negativo foi o primeiro para um mês de janeiro desde 1999, quando foram fechadas 41.211 vagas. Ainda segundo dados do Caged, alguns setores apresentaram desempenho positivo, como a construção civil (+0,59%), com a geração de 11.324 empregos, e serviços (+0,02%), com 2.452 empregos criados.

Do lado negativo, um dos destaques foi a indústria de transformação, com dez ramos registrando fechamento líquido de vagas, dos quais metalurgia registrou 12.028 postos a menos (-1,60%), material de transportes, -11.732 vagas (-2,30%), e indústria de produtos alimentícios, -8.794 vagas (-0,49%). O setor agrícola, por sua vez, perdeu 12.101 postos (-0,78%).

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