Brasília, 24 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu hoje que as informações a respeito do resultado do exercício do leilão de opção de café cujo vencimento ocorreu no dia 13 podem estar atrasadas pelo desuso do instrumento. Tenho acompanhado isso, e o que o secretário (de Produção e Agroenergia, Manoel) Bertone me relatou é que a máquina estava um pouco enferrujada, disse.

Há pelo menos sete anos, esses leilões não eram realizados, e Stephanes informou que o reinício foi complicado, pois surgiram "pedrinhas" no meio do caminho que tiveram de ser retiradas "uma a uma". A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prometeu repassar os dados do resultado preliminar do primeiro vencimento do leilão de opções de café ao Ministério da Agricultura até o fim desta semana.

No entanto, a entrega do café pelo produtor pode ser feita até 30 de novembro (segunda-feira da próxima semana), e a Conab, pelo que apurou a Agência Estado , não gostaria de informar o volume exercido sem ter comprovação da entrega do produto. O temor é o de se "responsabilizar" por um número que depois pode não vir a ser confirmado pela entrega física.

Segundo Stephanes, nos exercícios dos três próximos vencimentos (janeiro, fevereiro e março de 2010), as informações devem ser conhecidas de forma mais rápida. "Nos próximos, será mais fácil", previu.

Há alguns empecilhos na apuração desse leilão, como informaram à Agência Estado pessoas próximas ao processo. O primeiro seria o de que houve uma pane no sistema, o que estaria adiando a contagem da participação dos produtores nessas operações. O segundo é que muitas vezes o contrato foi feito em um local, e o exercício, em outro, o que também atrasa a apuração.

No dia 15 de julho, a Conab realizou quatro leilões de opções, com o primeiro vencimento em novembro, e os demais em janeiro, fevereiro e março. Foram leiloados contratos para um total de 3 milhões de sacas de 60 quilos de café, dos quais 1 milhão de sacas foram direcionadas ao vencimento deste mês. Na semana passada, o ministro da Agricultura estimou que, em função do preço, os produtores deveriam exercer praticamente 100% dos contratos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.