O café arábica atingiu o maior preço em cinco semanas na Bolsa de Nova York, ontem, sustentado por compras de especuladores

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O café arábica atingiu o maior preço em cinco semanas na Bolsa de Nova York, ontem, sustentado por compras de especuladores. O contrato setembro - o mais negociado - fechou em 173,05 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 3,37%. A desvalorização da moeda norte-americana ante o euro ajudou as bolsas de commodities em geral, já que torna os produtos negociados em dólar mais baratos para os importadores. Os fundamentos do mercado do grão seguem os mesmos e incentivam as compras. Embora o Brasil, maior produtor mundial, esteja colhendo uma grande safra, a oferta de café de boa qualidade é pequena neste momento. Em Chicago, depois de dispararem na véspera, as cotações do trigo continuaram a subir. O contrato setembro ganhou 1,95% e fechou em US$ 6,2750 por bushel. É o maior preço desde junho de 2009. Desta vez, os motivos foram as vendas dos Estados Unidos na semana, de quase um milhão de toneladas, o dobro do esperado por analistas, e a redução na estimativa da safra mundial. O Conselho Internacional de Grãos baixou sua projeção em mais 13 milhões de toneladas e agora espera produção de 651 milhões de toneladas no ciclo 2010/11. A quebra na safra da Rússia permitirá que os Estados Unidos exportem quatro milhões de toneladas a mais no período, ou 64 milhões de toneladas, segundo expectativa da entidade.

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