O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, em rito sumário, a compra da Esso Brasileira de Petróleo pela companhia brasileira de açúcar e álcool Cosan. O julgamento em rito sumário é aplicado pelo Cade quando a operação é considerada simples e de pouco impacto na concorrência em um determinado setor.

O negócio foi anunciado em 24 de abril deste ano e incluiu uma rede de mais de 1,5 mil postos de revenda de combustíveis, localizados em 20 Estados brasileiros, uma fábrica de lubrificantes no Rio de Janeiro, um depósito de lubrificantes em Duque de Caxias (RJ), instalações operacionais em sete aeroportos brasileiros e terminais de distribuição de combustíveis. À época da divulgação da operação, a Cosan anunciou que pagaria US$ 826 milhões pelos ativos da Esso no Brasil.

A operação recebeu parecer favorável à sua aprovação sem restrições das Secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae) e de Direito Econômico (SDE), responsáveis pela análise do impacto da operação sobre o segmento econômico envolvido.

Embora o grupo Cosan seja um produtor de álcool combustível e a Esso atue no mercado de distribuição de combustíveis, inclusive etanol, as duas empresas têm participações baixas nos respectivos mercados, na avaliação das secretarias.

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