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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje em sessão plenária, por unanimidade, a aquisição de 49,99% do capital votante e de 50% do capital social do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil (BB). O conselheiro Olavo Chinaglia salientou, durante seu pronunciamento, que os bancos tendem a operar de forma cada vez mais diversificada no mercado e que a assimetria de informação é característica do setor.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje em sessão plenária, por unanimidade, a aquisição de 49,99% do capital votante e de 50% do capital social do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil (BB). O conselheiro Olavo Chinaglia salientou, durante seu pronunciamento, que os bancos tendem a operar de forma cada vez mais diversificada no mercado e que a assimetria de informação é característica do setor.<p><p>Chinaglia argumentou, porém, que a forte concorrência entre as instituições financeiras aponta para um baixo impacto dessa operação no mercado. Pelos cálculos apresentados pelo conselheiro, a operação não terá impacto superior a 2% no mercado em razão dos montantes envolvidos. Além disso, Chinaglia ressaltou que o Banco Votorantim conta com apenas 19 agências. "Essas agências estão distribuídas em 17 cidades de médio e grande porte na região Centro-Sul do País, onde a concorrência bancária é claramente mais forte", alegou, acrescentando que esse volume de agências representa "um acréscimo ínfimo ao Banco do Brasil", que possui uma rede com mais de 1,3 mil agências.<p><p>Ele salientou ainda que a operação não representa interferências negativas à lei de concorrência, citando outros grandes conglomerados: Santander, HSBC, Itaú e Unibanco - estes últimos separadamente. "Voto pela aprovação da operação sem restrições", disse, sendo acompanhado pelos demais cinco conselheiros.
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