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Cacciola não pode ser algemado ou filmado quando chegar ao Brasil

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, por ser idoso, não seja algemado ao desembarcar no Rio de Janeiro, amanhã. A chegada em vôo comercial está prevista para as 5h. O ministro Humberto Gomes de Barros acatou liminar em que Cacciola pedia para não ser filmado, algemado e transportado em camburão policial.

Valor Online |

O ex-dono do banco Marka está sendo extraditado pelo principado de Mônaco, a pedido do governo brasileiro, para cumprir pena de 13 anos de prisão em um dos processos que correm contra ele na Justiça Federal.

Acusado de desvio de recursos públicos e gestão fraudulenta, por prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos quando o Marka foi socorrido pelo Banco Central em 1999, Cacciola foi condenado à revelia, pois fugiu para a Itália em 2000.

O ministro do STJ argumentou que Cacciola é idoso, não podendo oferecer resistência aos policiais federais que integram a comitiva responsável pela escolta. Os advogados também receberam permissão de conversar de forma reservada com o ex-banqueiro, que estava preso em Mônaco desde setembro do ano passado.

Mas Barros adiou decisão sobre outra liminar, em que Cacciola pede para aguardar novo julgamento em liberdade.

Em nota, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que a extradição do ex-banqueiro é o símbolo de que a impunidade no Brasil está terminando. Disse ainda que a Polícia Federal tem instruções para não deixar Cacciola ser filmado na chegada ao país.

O ministro afirmou que o processo de extradição, coordenado pelo Ministério da Justiça, não tem qualquer relação pessoal com o ex-banqueiro. Para nós interessa muito pouco quem ele é, qual o seu passado e suas relações políticas. O senhor Cacciola está voltando porque é um condenado pela justiça brasileira, disse.

Segundo Genro, a Polícia Federal está orientada para não deixar Cacciola aparecer nas câmaras. As pessoas não podem ser expostas publicamente, explicou.

O ministro acrescentou que Cacciola será entregue à autoridade judicial no Rio de Janeiro, pois a função do Ministério da Justiça terminou. A não ser que o Ministério Público requisite qualquer diligência para novo inquérito. O papel da polícia agora é entregar o senhor Cacciola para o juiz da execução da pena, concluiu.

(Valor Online)

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