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Cacciola depõe em processo do Marka

De calça jeans e camiseta branca, o uniforme dos presos comuns da Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), onde está detido desde 17 de julho, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola foi prestar depoimento na tarde de ontem na 2ª Vara Federal Criminal do Rio. Transportado do presídio ao tribunal na parte de trás de um camburão da Polícia Federal, Cacciola foi a duas audiências, em pouco mais de uma hora.

Agência Estado |

Na primeira, era testemunha. Na segunda, réu. Saiu escoltado, sem falar com a imprensa. E sem o sorriso que marcou sua chegada ao Brasil, após ter sido extraditado do Principado de Mônaco, onde passou 10 meses preso. A primeira audiência começou por volta das 14h30 e durou entre 30 e 40 minutos.

Nela, participava como testemunha de um processo contra a empresa Phoneserv, que em meados dos anos 90 vendeu linhas telefônicas, mas não entregou o produto aos consumidores. O Banco Marka, de Cacciola, financiava essas operações por meio de títulos de dívida (recebíveis), mas sem garantias.

Um dos advogados do ex-banqueiro, Carlos Ely Eluf, contou que seu cliente chegou a ter um "entrevero" com a promotora que conduzia essa audiência. "Ele entendeu que ela não fazia as perguntas com técnica financeira suficiente. Tinha desconhecimento de matéria de mercado financeiro", afirmou Eluf. De acordo com ele, nesse processo seu cliente não terá mais de prestar depoimento.

A segunda audiência, segundo Eluf, durou 20 minutos. Nela, Cacciola era réu em um processo que o acusa de gestão temerária por causa do uso de empresas laranjas financiadas pelo Banco Marka, informa o Ministério Público Federal (MPF) no Rio.

Segundo o MPF, esse caso não tem ligação com o processo no qual Cacciola já foi condenado porque o Marka causou um rombo de R$ 1,6 bilhão, em 1999, numa operação em que o Banco Central vendeu dólares ao banco de Cacciola por uma cotação abaixo da de mercado.

Esse processo resultou na condenação de Cacciola a 13 anos de prisão por corrupção passiva, gestão fraudulenta de instituição financeira e informação privilegiada. O caso corre na 6ª Vara Criminal.

Na audiência, segundo Eluf, Cacciola conversou duas vezes com o juiz Alexandre Libonati, responsável por esse caso. O ex-banqueiro disse que se recusava a responder "porque o acordo de extradição previa a extinção desse processo", que corre na 2ª Vara Federal Criminal, do Rio. Mais duas audiências sobre o caso foram marcadas para os dias 10 e 11 de setembro.

Os advogados de Salvatore Cacciola vão tentar extinguir esse processo. Para isso, Eluf pretende ajuizar até a semana que vem, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um habeas corpus contra o Ministério da Justiça. O motivo, disse o advogado do ex-banqueiro, é o seu entendimento de que o ministério teria emitido um parecer "dúbio" ao juiz Alexandre Libonati, dizendo que o processo estava extinto, mas deixando a critério do juiz sua continuidade.

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