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Cacau Show prevê chegar a 1.000 lojas até 2010

As metas de Alexandre Tadeu da Costa, 37 anos, são ambiciosas, mas exigiram muito planejamento. Ao chegar aos 20 anos de fundação da Cacau Show, uma das mais conhecidas redes de venda de chocolate no Brasil, o empresário, que começou do zero, planeja chegar a 1.

Agência Estado |

000 lojas em 2010 e marcar presença no exterior a partir de 2011.

Com um faturamento anual superior a R$ 100 milhões - graças a uma linha de 250 diferentes produtos e aos cerca de 40 lançamentos por ano -, a empresa tem hoje 546 lojas (apenas dez com participação de Costa e as demais franqueadas) espalhadas por todo o País. "Nossa meta é abrir 25 lojas por mês, para fecharmos 2008 com 600 lojas, 2009 com 800 e 2010 com 1.000", explica o empresário, já prevendo um crescimento de 45% no faturamento em relação a 2007. "Vamos atingir os R$ 145 milhões em dezembro."

Entre outubro de 2006 e outubro do ano passado o aumento no número de lojas foi pouco acima de 17,1%. A Cacau Show passou de 280 para 328 unidades. Mas a expansão tem-se celerado. Houve um salto de 66,5% no período de outubro de 2007 a outubro deste ano.

O chocolateiro acredita que ainda há bastante espaço para crescer. "Mas para isso é preciso trabalhar muito, em média 14 horas por dia. E ficar bem antenado nas tendências e novidades do mundo", ensina. "Tudo que consegui foi em 20 anos de trabalho árduo, em que sempre procurei manter os pés no chão e guardar grande distância das instituições financeiras".

Costa conta com orgulho que a única vez que pediu empréstimo foi a um tio, para dar início à Cacau Show. Com o pai tecelão e a mãe vendedora de porta-a-porta, ele aprendeu desde cedo a dar valor ao trabalho. Acompanhava a maratona da mãe Vilma, que vendia de utilidades domésticas a produtos de beleza e roupas em toda a Casa Verde, na Zona Norte da cidade, onde a família morava. Ela até abriu uma empresa, a Marvil's, que comercializava também geléia real e chocolates.

"Foi só com os chocolates que a empreitada dela não deu certo", conta o empresário. Ela chegou a dar o nome de Cacau Show ao negócio, mas logo abandonou o projeto. Dois anos depois, Costa, então com 17 anos, resgatou no fundo de uma gaveta um prospecto do Cacau Show e anunciou a decisão de fazer algo por conta própria. Foi alertado pelos pais sobre os possíveis prejuízos. Deu de ombros e seguiu adiante.

Percorreu a região onde morava e conseguiu vender um total de 2 mil ovos de chocolate de 50 g às vésperas da Páscoa. "Só então descobri que não havia um só fornecedor do produto. As pessoas tinham ovos de 250 g, 500 g ou até de 1 quilo." Costa percorreu a cidade toda até que encontrou a artesã Creusa Trentim, que se dispôs a ajudá-lo na empreitada. Durante dois dias e duas noites trabalharam sem parar e ele conseguiu fazer as entregas a tempo. Devolveu os 500 dólares ao tio e ainda ficou com outros 500 dólares para reinvestir no negócio.

Da sala de 12 metros quadrados, na casa dos pais, que marcou o início da Cacau Show em 1988, em menos de dois anos já ocupava área de 100 metros quadrados. Como não gosta de fazer dívida, nem mesmo com a família, Costa pagava aluguel aos pais e ofereceu à mãe uma viagem à Bahia pelo uso da marca que ela criou. Em 2006, já com o grande impulso das franquias iniciadas em 2001, concluiu a construção de uma fábrica em Itapevi (SP) com 18 mil m2 e empregos para 415 pessoas. O investimento inicial foi de R$ 15 milhões, que Costa obteve dentro de sua filosofia de sempre reinvestir quase integralmente o lucro obtido. "Isso é sagrado para mim." Sempre pensando adiante, já fala em ampliar a fábrica, em 2010, em mais 15 mil m2.

"O importante é sempre estar se reinventando". No ano passado a Cacau Show foi uma das primeiras a fazer chocolate orgânico no Brasil. "E todos os meus produtos são naturais. Só cacau mesmo. Nada de gordura trans", garante. Ele não concluiu o curso superior de Administração, mas se orgulha de freqüentar hoje faculdades do Brasil todo como palestrante ou como exemplo de case de sucesso. Sua preocupação no momento é estudar a fundo a possibilidade de abrir lojas no exterior. "O mais óbvio parece ser começarmos pela América do Sul e Europa via Portugal. Mas ainda estamos na fase de planejamento para tornar isso realidade em 2011."

Costa refere-se ao País como uma terra de oportunidades e entende que o empreendedor tem tudo para dar certo se não se deixar vencer pelo baixo astral. "Trabalhando duro, com produtos de qualidade e com muita determinação, não tem porque não dar certo", acredita. Quando lhe perguntam sobre os maiores problemas que enfrentou ao longo de duas décadas como empresário, admite que os dez primeiros anos do negócio tiveram momentos delicados. "Todos os verões desse período foram muito complicados. Era a época em que eu fabricava muito para a Páscoa e não havia fluxo de caixa. Até conseguir formar um caixa legal suei muito. Por isso digo que, para vencer a pessoa, não pode ser preguiçosa. Tem de ser protagonista e não vítima", defende.

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