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Cabreúva terá maior centro de distribuição da Avon no mundo

SÃO PAULO - A cidade de Cabreúva, a 70 km da cidade de São Paulo, vai abrigar o maior centro de distribuição da Avon no mundo. A companhia, que tem no Brasil o segundo mercado em faturamento e a maior força de vendas global, vai desembolsar US$ 150 milhões para construir o centro em 70 mil m2.

Valor Online |

O presidente da empresa no Brasil, Luis Felipe Miranda, afirma que a maior parte do desembolso será feito com tecnologia em logística, que dará ao centro um perfil de "estado de arte".

As obras começam no início do próximo ano e devem se estender até o primeiro trimestre de 2010, quando entrará em ação o processo de instalações de equipamentos. A idéia é colocar o centro em operação na segunda metade de 2010. O executivo afirma que 70% da distribuição nacional da empresa sairá de Cabreúva, onde a área própria de 267 mil m2 permitirá futuras ampliações.

Embora não indique quando ou quanto, Miranda afirma que a empresa vem fazendo investimentos freqüentes em capacidade de produção, devido à grande demanda no país, onde operam 1 milhão de revendedoras autônomas. Daí a necessidade também de ganhar agilidade e eficiência na entrega de produtos, que hoje demora de três a quatro dias dependendo da localidade.

"Serviço é hoje um elemento de concorrência muito forte", diz, afirmando que, além de ter produtos de ponta, as variáveis de eficiência têm sempre impacto relevante em receita.

A busca por eficiência vai pontuar também os investimentos que a empresa pretende fazer no segundo semestre do ano que vem para expandir e modernizar seus outros dois centros de distribuição: em Salvador (BA), que responde por 20% da distribuição nacional, e em Fortaleza (CE), que encaminha os 10% restantes da produção da empresa. O executivo diz que ainda não foram estimados os recursos necessários para tais modernizações, mas afirma que a empresa está disposta a desembolsar "o necessário" para obter o mesmo nível de eficiência de Cabreúva.

Para dar esse grande passo em Cabreúva, no entanto, a empresa vai desativar seu centro de distribuição que funciona atualmente em Osasco, em área alugada de 70 mil m2, onde trabalham 1.700 funcionários.

Miranda afirma que não sabe ainda quanto dessa força de trabalho poderá ser aproveitada em Cabreúva, que terá 1.300 pessoas na folha de pagamento. Ele afirma, no entanto, que a empresa já vem trabalhando desde o início do ano em um plano de recolocação de funcionários, que sabem da decisão desde o início deste ano e terão, portanto, quatro anos para se organizar nesse sentido.

Cabreúva foi escolhida pela localidade estratégica: próxima de São Paulo, Campinas, Jundiaí e Sorocaba e de fácil acesso a rodovias importantes como Bandeirantes e Anhanguera. Além de ter a área e a mão-de-obra necessária disponíveis, os impostos também tiveram peso na decisão pelo município, cujo nome, além de tudo, vem de uma árvore aromática, brinca Miranda.

A Avon não divulga os números de suas operações, mas afirma que continua crescendo a taxas de mais de dois dígitos no Brasil e "acima da média de mercado". Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o setor tem registrado nos últimos quatro anos crescimento médio deflacionado de 13%.

As perspectivas para o Brasil continuam bem positivas. O avanço do emprego e da renda no país tem permitido crescimento uniforme em todas as linhas de produtos da empresa, da mais barata à mais cara. Tal comportamento, segundo Miranda, se deve à "democratização da beleza" que a empresa julga estar promovendo, ao vender produtos de alto valor agregado a preços abaixo do mercado, como no caso de itens de tratamento facial anti-idade, cujo carro chefe é a linha Renew.

O destaque para o Brasil aumenta na medida em que os Estados Unidos - maior faturamento da Avon - já é bastante maduro como mercado consumidor e está agora em meio a uma grave crise econômico-financeira. Portanto, a expansão nos Estados Unidos, que já é mais modesta, pode ficar ainda menor. O executivo afirma que a distância entre os faturamentos dos EUA e do Brasil tem diminuído, mas ele não arrisca uma data para eventual superação da maior economia do mundo.

"(Bianca Ribeiro | Valor Online)"

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