A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu na noite de ontem acabar definitivamente com a possibilidade de pousos e decolagens de vôos internacionais no Aeroporto de Congonhas (SP). Dessa forma, haverá redução de custos operacionais e órgãos do governo federal que obrigatoriamente mantinham pessoal e equipamentos no aeroporto devem deixar o terminal, como é o caso da Polícia Federal, da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A diretoria da agência decidiu revogar parcialmente uma antiga portaria do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) que, na prática, ainda permitia que Congonhas operasse vôos internacionais de jatos executivos. De acordo com a Anac, desde 1985, o aeroporto paulista não operava vôos comerciais internacionais regulares ou fretados. Naquele ano, foi inaugurado o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que passou a concentrar os vôos de longa distância. A decisão da Anac de "desinternacionalização" entra em vigor no momento em que for publicada no Diário Oficial da União.

Já o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou ontem em Londres que apresentou ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, uma proposta para privatizar o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão). "Fiz um apelo a eles, porque o aeroporto do Rio parece uma rodoviária de quinta categoria", disse, após participar do Fórum Empresarial Brasil-Reino Unido - Novas Oportunidades para o Rio.

Procurada para comentar o assunto, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o aeroporto internacional, não retornou as ligações da reportagem.

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