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Bush vive um sombrio fim de mandato com turbulências econômicas

A tempestade financeira está tornando muito obscuro o final do mandato do presidente americano, George W. Bush, que há tempo usava como um de seus principais argumentos contra seus críticos a boa saúde da economia americana.

AFP |

A quatro meses de chegar ao fim, a presidência americana vem se deparando com uma incômoda pergunta: será mesmo que a culpa desta crise é minha?

A questão vem se impondo com tanta persistência que a resposta se tornou um dos grandes temas para as eleições presidenciais de novembro. Para o candidato democrata, Barack Obama, seu rival republicano John McCain representa quatro anos a mais desta política fracassada, depois dos oito de Bush. Mas McCain promete mudança.

McCain e Obama já podem começar a pensar no que encontrarão no dia 20 de janeiro se forem eleitos: mais de 100.000 soldados americanos no Iraque, guerra de mais de sete anos no Afeganistão, o desafio do programa nuclear iraniano e uma aliança enfraquecida com o Paquistão.

Além disso, no último trimestre, o governo de Bush viu as relações com a Rússia atravessarem a crise mais grave desde a Guerra Fria. Também viu surgirem dúvidas sobre o fim do programa nuclear da Coréia do Norte, praticamente perdeu a esperança de um acordo de paz entre isralenses e palestinos, e amargou a expulsão de seu embaixador na Bolívia.

Quando chegou a hora, há poucos meses, de fazer os primeiros balanços da presidência Bush, o estado no qual o presidente deixaria a economia americana a seu sucessor surgiram diversos questionamentos, e hoje a situação é ainda pior.

Há um ano, Bush parecia otimista: "Os dados fundamentais de nossa economia são fortes", disse, reconhecendo que a crise imobiliária semeava confusão.

Os Estados Unidos se preocupam com o risco de recessão. O desemprego alcançou o maior nível em cinco anos em agosto.

Diante das turbulências financeiras, a candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, acusou "Washington" de ter dormido no tempo e julgou obsoleta a regulamentação dos mercados.

"Jogo com as cartas que herdei", defendeu-se o secretário do Tesouro, Henry Paulson.

"Temos uma estrutura de regulamentação financeira arcaica, que foi colocada em prática há muito tempo, logo após a Grande Depressão de 1929", disse.

Obama disse que não considera McCain culpado pelas turbulências financeiras, mas incrimina "a filosofia econômica à qual ele subscreve". "É a mesma filosofia que tivemos durante os últimos oito anos", disse o candidato democrata.

lal/lm/fp

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