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Bush tenta tranqüilizar mercados sobre a crise

Macarena Vidal. Washington, 10 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, pediu hoje tranqüilidade aos mercados, ao advertir que nervosismo só "gera mais ansiedade", e afirmou que seu Governo atua com firmeza para restabelecer a estabilidade.

Bush tentou lançar uma mensagem de otimismo e afirmou: "podemos resolver esta crise e a resolveremos".

O presidente americano compareceu no Jardim da Casa Branca para tentar tranqüilizar os cidadãos, enquanto o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caía pelo oitavo dia consecutivo.

"O Governo dos EUA seguirá atuando para resolver esta crise e restabelecer a estabilidade nos mercados mundiais", sustentou o presidente em seu discurso, de oito minutos e meio.

Desde que a crise se agravou drasticamente, em 15 de setembro, com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, Bush falou em público todo dia sobre a situação econômica.

A Casa Branca informou hoje que o presidente voltará a falar sobre a crise amanhã.

Mas a inquietação dos mercados não cessou, perante o temor de que as medidas aprovadas não sejam suficientes para combater a crise e EUA estejam a ponto de entrar numa forte recessão.

As fortes quedas das bolsas, que forçaram esta semana uma diminuição das taxas de juros, coordenada entre os principais bancos centrais do mundo, fizeram desaparecer bilhões de dólares dos investimentos e os fundos de aposentadoria dos cidadãos.

Bush reconheceu a apreensão dos cidadãos, ao declarar que "esta incerteza criou ansiedade entre as pessoas, e é algo compreensível.

A ansiedade gera ainda mais ansiedade, e pode ser difícil ver o que se está fazendo para resolver o problema".

O presidente americano enumerou as medidas que o Governo adotou contra a crise, entre elas o plano de resgate do sistema financeiro avaliado em US$ 700 bilhões.

Este plano, que tem como objetivo ajudar os bancos a reconstruir seu capital e devolver a liquidez ao sistema, não apenas inclui comprar os ativos danificados dessas instituições mas também permitir ao Governo adquirir participação na gestão deles.

"É um plano agressivo, flexível para se adaptar às circunstâncias e o primeiro suficientemente amplo para funcionar", garantiu Bush.

Segundo o diário "The Wall Street Journal", o Governo garantiu bilhões de dólares de dívida bancária e todos os depósitos nas instituições financeiras dos EUA para devolver liquidez e confiança ao sistema de crédito, chave do problema.

O presidente insistiu também em que os Estados Unidos se coordenem com as autoridades financeiras do resto do mundo para enfrentar ao problema.

Ele lembrou que deve se reunir amanhã com os ministros de Economia do Grupo dos Sete (G7), com os países mais desenvolvidos, -EUA, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão-, para determinar as próximas medidas a tomar.

Os ministros do G7 reúnem-se hoje em Washington, em paralelo à assembléia anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Por sua vez, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, convocou uma reunião extraordinária do G20, que integra aos principais países avançados e em desenvolvimento.

Estas reuniões representam "um sinal claro de que estamos envolvidos nisso juntos e sairemos juntos", apontou o presidente.

Além disso, reiterou que seu Governo adotou outras medidas para enfrentar a situação, como passos para facilitar que os proprietários de imóveis refinanciem suas hipotecas.

Afirmou também que averiguará qualquer suspeita de manipulação ou fraude nas bolsas.

"É um momento de preocupação. Mas o povo dos EUA pode ter confiança em nosso futuro econômico", sustentou. EFE mv /jp

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