Em meio a rumores sobre a possível quebra de vários bancos regionais, o presidente George W. Bush veio a público para tranqüilizar os correntistas americanos.

"O sistema bancário é sólido", disse Bush em entrevista na Casa Branca. "E, se você tem um depósito em um banco comercial, seu depósito é garantido em até US$ 100 mil. Minha esperança é que as pessoas respirem fundo e se dêem conta de que seus depósitos estão protegidos pelo governo."

Na sexta-feira, o IndyMac, banco californiano que perdeu muito dinheiro com empréstimos imobiliários de risco (subprime), sofreu intervenção do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão garantidor de contas bancárias. Em caso de quebra, o FDIC cobre depósitos até US$ 100 mil e US$ 250 mil em contas de aposentadoria.

O FDIC está monitorando 90 bancos americanos, muitos deles sobrecarregados com títulos de hipotecas subprime e com dificuldades para captar recursos no mercado. Mas a entidade admite que o número pode ser maior. O IndyMac, por exemplo, não estava na lista e quebrou após uma corrida dos correntistas. Neste ano, cinco bancos quebraram - quatro pequenos e um médio, o IndyMac. No ano passado, foram três. Os bancos estão vulneráveis porque precisam cobrir as perdas com títulos lastreados em hipotecas de alto risco, mas as fontes tradicionais de financiamento dos bancos secaram. A inadimplência em financiamentos imobiliários, de automóveis e cartão de crédito vem aumentando desde 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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