Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bush tenta acalmar o mundo, mas admite que uma reforma financeira é necessária

O presidente George W. Bush tentou novamente nesta sexta-feira recobrar a confiança na economia americana, assegurando que as medidas adotadas por seu governo frente à crise ainda surtirão efeito, apesar das freqüentes más notícias.

AFP |

Mesmo assim admitiu que uma reforma financeira é necessária e que esta deverá ser a prioridade do próximo presidente americano que for eleito em 4 de novembro.

Em um discurso pronunciado em Washington na véspera de receber dirigentes europeus que pregam uma restruturação do sistema financeiro internacional, Bush admitiu a necessidade de uma reforma da regulamentação americana. Mas, a três meses de deixar a Casa Branca, o presidente norte-americano deixou a tarefa para seu sucessor, que deverá ser "uma das principais prioridades".

Vinte e quatro horas depois do anúncio de que a produção industrial havia caído em setembro para seu menor nível desde dezembro de 1974, novos dados oficiais confirmavam a manutenção da degringolada das construções de residências. A construção de casas caiu em setembro, chegando ao patamar mais baixo desde janeiro de 1991, no momento que a estabilização imobiliária é considerada essencial para que o país saia da crise.

E um índice divulgado pela Universidade de Michigan indicava que a confiança do consumidor americano recuou em outubro.

Em um discurso na Câmara de Comércio Americana nesta sexta-feira, Bush reconheceu que a economia americana enfrentava uma "crise extraordinária".

Mas foi preciso ressaltar que, para enfrentá-la, seu governo havia tomado medidas "extraordinárias" que ele mesmo não teria consentido se a situação não fosse tão "grave".

Nesse discurso de "explicação", segundo suas próprias palavras, Bush admitiu que as medidas "agressivas" tomadas por seu governo, como um plano de resgate de US$ 700 bilhões em favor dos bancos, necessitavam de "tempo para ter seu pleno impacto".

"Levou um tempo para que o mercado de crédito se bloqueasse, levará um tempo para que o sistema se desbloqueie", reconheceu.

Mas as medidas de seu governo são "muito amplas e muito audaciosas, e os americanos podem confiar no fato de que elas vão funcionar", assegurou.

Na véspera de receber o presidente francês Nicolas Sarkozy, cujo país exerce a Presidência interina da União Europeia, e o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, Bush reconheceu que novas regras financeiras são necessárias.

Os europeus pressionam os americanos para que aceitem uma restruturação do mundo financeiro, uma espécie de novo "Bretton Woods", nome dos acordos assinados em 1944 que moldaram o sistema financeiro após a Segunda Guerra Mundial. Eles propõem dar um papel de supervisão mundial ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Bush reconheceu que as regras em vigor hoje datam de um outro século. Mas pareceu limitar suas propostas ao sistema financeiro americano e disse que cabe a seu sucessor modernizar as regras.

"Ao mesmo tempo que nos esforçamos para resolver a crise atual, devemos nos esforçar de fazer que esta situação jamais ocorra novamente", disse.

Ele mencionou as propostas já apresentadas por seu secretário do Tesouro Henry Paulson para modernizar a regulamentação americana.

Incluir na lei as idéias de Paulson e de outros "deve ser uma das maiores prioridades do próximo presidente e do próximo Congresso", disse.

Mais notícias

 

Para saber mais

 

Serviço 

 

Opinião



Leia tudo sobre: crise financeira

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG