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Bush rejeita que atual crise seja fracasso do livre mercado

Nova York, 13 nov (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirma que a atual crise econômica e financeira não é um fracasso do livre mercado e destacou que o país seguirá liderando a economia mundial.

EFE |

Bush também pediu aos líderes do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) que cheguem a acordos que permitam evitar futuras situações similares.

O líder americano, segundo o texto do discurso que pronunciará hoje a partir das 17h (de Brasília) em Nova York, ressalta que "a crise não é um fracasso do sistema de livre mercado. E a resposta não é tentar reinventar o sistema".

Nesta mensagem, divulgada na véspera da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do G20, que os Estados Unidos presidirão neste sábado em Washington, o chefe da Casa Branca faz também uma alegação em defesa do capitalismo.

"O capitalismo não é perfeito. Pode ser sujeito a excessos e abusos. Mas é de longe a forma mais eficiente e justa de estruturar a economia", ressalta o texto do discurso.

Em relação ao tamanho da atual crise econômica e financeira, o líder indica que "não surgiu de um dia para outro, e também não será resolvida da noite para o dia", mas também admite que as ações empreendidas pelos países nas últimas semanas "estão tendo um impacto".

Ele se refere igualmente a que os mercados de créditos estão começando a reagir e a que "em alguma medida a estabilidade está voltando aos sistemas financeiros de todo o mundo".

No entanto, o presidente dos Estados Unidos admite que "será necessário mais tempo para que estas melhoras se assentem".

"Ainda nos restam mais dias difíceis pela frente, mas os Estados Unidos e nossos aliados estão adotando as medidas adequadas para superar a crise", afirma.

Quanto aos passos a serem dados junto ao G20 na reunião deste fim de semana, que lembra ser só a primeira de outras que ainda serão realizadas nos próximos meses, Bush espera que "sejam estabelecidos os princípios para adaptar nossos sistemas financeiros às realidades dos mercados do século XXI".

Nesse sentido, o líder americano se referiu à necessidade de que os mercados financeiros sejam mais transparentes e que estes, assim como as empresas e produtos financeiros, estejam mais regulados.

Também inclui entre os objetivos conseguir da cúpula do G20 que começa amanhã em Washington que "seja reforçada a integridade dos mercados financeiros" e que "seja reforçada a cooperação entre as autoridades financeiras internacionais".

Além disso, insiste em que alcançar esses objetivos requer "ações decisivas de todos os Governos do mundo", mas também adverte de que "a intervenção do Governo não é algo que pode curar tudo", e citou como exemplo que "muitos países europeus com mais regulação" que os Estados Unidos "experimentaram quase problemas idênticos". EFE emm/db

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