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O presidente George W. Bush reafirmou neste sábado a necessidade de um amplo plano governamental de apoio aos bancos diante dos riscos que corre a economia americana, e tratou de tranqüilizar os americanos sobre suas economias.

Em sua mensagem radiofônica semanal, Bush também insistiu na necessidade de se deixar de lado as motivações partidárias para que este plano seja aplicado.

Este plano e as diversas medidas tomadas pelo governo frente à crise financeira "exigem que injetemos uma soma importante procedente do dinheiro dos contribuintes", admitiu.

"Porém, estou convencido de que este plano audacioso custará bem menos às famílias americanas que a alternativa", afirmou, mencionando ameaças de supressões "em massa" de empregos, de agravamento da situação do mercado imobiliário e do fim dos empréstimos ao consumidor.

Para devolver a estabilidade aos mercados, o governo quer comprar dos bancos e das instituições financeiras ativos "sem liquidez" que ninguém quer mais e que provocaram uma das piores crises em Wall Street desde a Grande Depressão, de 1929.

Tal plano exige uma lei, e o secretário ao Tesouro, Henry Paulson, deve trabalhar nisso com os parlamentares neste fim de semana.

"Não é a hora dos confrontos partidários", destacou Bush.

"Vou trabalhar com democratas e republicanos para retirar nossa economia desta situação difícil e trazê-la de volta ao caminho de um crescimento de longo prazo", acrescentou.

"Neste período complicado, sei que muitos americanos que me ouvem estão preocupados com a segurança de seu dinheiro", prosseguiu.

Porém, graças à agência federal de garantia dos depósitos bancários (FDIC), as contas de até 100.000 dólares estão asseguradas pelo governo.

lal/yw/LR

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